Os fatos que levaram à operação da Policia Fazendária na CGTEE, estatal federal do setor elétrico, tem origem em apontamentos feitos em 2012. A Controladoria Geral da União, ao analisar o balanço daquele ano, detectou artificios, como fracionamento de compras para fugir de licitações. Os valores sob suspeitas envolviam compras em torno de 100 mil reais.
Esses apontamentos deram origem a um Processo Administrativo (PAD) concluído em 2014, comprovando as irregularidades e recomendando a demissão por justa causa de três funcionários e a suspensão de dois, todos do setor de compras em Candiota.
Pelo regulamento interno as demissões e suspensões deveriam ser executadas pelo diretor da área, no caso o diretor financeiro Clóvis Ilgenfritz. Ele diz que não há fraude mas erros e se recusa a executar as demissões.
O presidente, Sereno Chaise, com apoio da Diretoria Executiva, levou o caso à Policia Federal, que o remeteu para a Polícia Fazendária, onde foi parar em fevereiro deste ano. Agora chegou às buscas e apreensões e engloba já não só aquele PAD original mas todos os apontamentos da CGU nos últimos anos que envolvem gastos de R$ 169 milhões.
Não significa que seja uma fraude de 169 milhões. Pode ser, como advertiu o procurador, que sejam procedimentos errados não necessariamente fraudulentos. As investigações vão dizer.
Políticamente, o episódio fez aflorar o conflito entre o presidente Sereno Chaise, pedetista que se tornou petista com a ascensão de Dilma, e o diretor financeiro, Clóvis Ilgenfritz, quadro histórico do PT em Porto Alegre, que há muito nem se falam.
Sereno, 87 anos, deixa o cargo dia 6 de novembro.
As manchetes da ação policial jogaram a última pá de carvão na esperança de manter a presidencia da CGTEE com o PT. A expectativa agora é um nome do agrado de Dilma, um técnico de carreira no setor elétrico, com trânsito no PMDB. Os demais cargos estarão na partilha com o PMDB, entregues à influência do ministro Eliseu Padilha.
CGTEE: crise na hora da sucessão
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