Com Assembleia sitiada, deputados aprovam tarifaço de Sartori

Como em um estádio de futebol, foram colocados gradis nas galerias no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na terça-feira à tarde, a fim de separar o público contrário aos projetos do Piratini, em sua grande maioria servidores públicos, do pessoal favorável às medidas propostas pelo Executivo estadual. A torcida para Sartori era formada por alguns prefeitos e assessores de partidos da base de apoio ao governador.
Com um placar apertado – 27 votos a 26 – foi aprovado o aumento de 17% para 18% na alíquota básica do ICMS. Entre outras alterações, a matéria prevê a elevação de 25% para 27% da alíquota do imposto nas operações internas com cerveja; de 18% para 20% da alíquota nas operações internas com refrigerantes; de 25% para 30% na de energia elétrica, exceto para consumo em iluminação de vias públicas, industrial, rural e, até 50 kW mês, residencial; na da gasolina, exceto de aviação, e do álcool anidro e hidratado para fins de combustíveis; além dos serviços de comunicação.

A proposta ainda promove ajustes técnicos em dispositivos que tratam da redução da base de cálculo que, em função da majoração das alíquotas de ICMS, poderão manter a carga tributária inalterada, notadamente as saídas internas das mercadorias que compõem a cesta básica no Estado.

Também foram apreciados o PL 337/2016, que amplia o limite de uso dos depósitos judiciais de 85% para 95%, o PL 338/2015, do Judiciário, que trata da redução e da limitação temporárias das dotações oriundas do Sistema de Gerenciamento dos Depósitos Judiciais.

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Gradil separou apoiadores e contrários aos projetos

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Casa do Povo sem povo
Desde cedo cercada por policiais militares, a Assembleiaa Legislativa foi praticamente brindada contra a presença dos servidores públicos estaduais, que permaneciam em vigília há pelo menos dez dias na praça da Matriz.
O presidente do Legislativo, deputado Edson Brum (PMDB), justificou como uma medida de segurança. E informou que seriam distribuídas senhas para o ingresso do público. Mais cedo, um grupo de manifestantes, de posse de uma decisão judicial a seu favor, tentou entrar na Assembleia, mas foi violentamente reprimido por policiais militares.
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Grande parte dos servidores foi impedido de acompanhar votação/Fotos Matheus Chaparini

Foi solicitada a instalação de um telão no Auditório Dante Barone para que mais servidores pudessem acompanhar a sessão plenária. Mas o pedido foi negado pela presidência da Casa.
Acertado na reunião de líderes, os deputados apreciariam 13 projetos de lei, entre os quais a elevação das alíquotas de ICMS.
A primeira negociação entre os parlamentares foi retirar o regime de urgência dos projetos de lei que determinam a extinção das fundações estaduais de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) e de Esporte e Lazer (e Fundergs). Deputados dos partidos de oposição reforçaram o pedido para que    o governo retirasse de vez os projetos – incluindo aí a Fundação Zoobotânica do RS- para repensar um novo modelo administrativo das fundações.
Minutos depois, o líder da bancada do PMDB, o deputado Alexandre Postal, sinalizou um acordo com a bancada do PDT, que já havia manifestado a condição de votar a favor do aumento de ICMS se  fosse estipulado um tempo determinado. Ficou acertado o período de três anos, a partir de 2016. Cartas marcadas.
No meio da tarde, a oposição ganhou um fato novo ao seu favor. Uma ordem judicial determinava a posse do primeiro suplente do PCdoB,  Júnior Carlos Piaia. Iria substituir a deputada Manuela D’Ávila, que está em licença maternidade. A posse de Piaia dependia da chegada de um oficial de Justiça. Após a votação do primeiro projeto, a PL 318, o presidente da casa, Edson Brum (PMDB) empossou o primeiro suplente Júnior Piaia.
Somente por volta das 18h30 entrou em votação a primeira matéria. O PL 318, que dispõe sobre o procedimento tributário administrativo e o Imposto sobre propriedade de Veículos  (IPVA) estabelecendo que o prazo máximo para o pagamento não poderá ultrapassar o dia 30 de abril de cada ano.  A matéria foi aprovada por 38 votos a favor contra 14 contra.
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Manifestações contra pacote do Executivo

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Público se aglomerou em frente a entra principal…

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…mas foi impedido de acessar as galerias

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