Comunidade vence na Marquês do Pombal


Comunidade lotou salão de festas da rua (Fotos: Carla Ruas/JÁ)

Carla Ruas

O prefeito José Fogaça comunicou aos moradores da Marquês do Pombal em reunião nesta sexta-feira, (12/5), que o trajeto da obra do Conduto Álvaro-Chaves Goethe será desviado para salvar as árvores da rua. Na quarta-feira (10), representantes da prefeitura foram a Brasília solicitar a alteração ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiador do projeto. A iniciativa ocorreu após os protestos da comunidade em prol da questão ambiental.

Durante o seu pronunciamento num salão de festas lotado da rua, Fogaça pediu desculpas aos moradores pelas duas árvores que chegaram a ser cortadas seguindo o projeto do Conduto. “Mas assim que a comunidade se manifestou nós interrompemos as obras”, justificou.  Para ele, a falha da Prefeitura foi não ter reparado que as árvores seriam prejudicadas, e que são um marco para a cidade. “O Tunel Verde da Marquês é um tesouro à luz do dia e das estrelas, por isso não pode ser destruído”.

Apesar de ser notório pela inflexibilidade, o BID aceitou a mudança na rota das obras, desde que o Prefeitura assumisse todos os custos. O prefeito garantiu que o governo municipal irá se responsabilizar pelos gastos e que o trajeto será alterado. “Toda a canalização vai passar pela Cristóvão Colombo, que já estará em obras por causa do Conduto”, diz.

O coordenador da Comissão Contra o Corte do Túnel Verde da Marquês do Pombal, Paulo Vencato, elogiou a sensibilidade e a consciência ecológica da prefeitura. “Porto Alegre é conhecida como uma cidade arborizada, e os túneis verdes são uma característica diferenciada que precisa ser preservada”. Para ele, cada vez mais a população está preocupada com o meio-ambiente. “A nossa mobilização tem que servir de exemplo para outras cidades”, diz.

A comissão foi organizada pelos moradores da rua Marquês do Pombal que se revoltaram contra a poda radical das árvores proposta pela prefeitura. Segundo o projeto, as copas e as raízes seriam cortadas, o que acabaria com o cenário de Túnel Verde e prejudicaria imensamente os vegetais. Há cerca de um mês  a comissão começou a realizar protestos para pressionar o governo municipal por uma solução.

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