Conclusão de ciclovia na Nilópolis exige corte de quatro árvores

Naira Hofmeister
As obras da ciclovia da avenida Nilópolis, que devem ser concluídas até meados de novembro, exigiram que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) autorizasse o corte de quatro árvores do canteiro central da via, por onde passará a faixa exclusiva para bicicletas.
Duas delas, uma bananeira e uma figueira ornamental, já foram removidas, segundo o responsável técnico pela obra, o engenheiro Lair Ângelo Baum Ferreira.
As outras duas, por serem exemplares nativos do Rio Grande do Sul – uma pitangueira e um ipê verde – embora tenham tido seu corte autorizado, tentarão ser preservadas pela equipe de Lair. “Não mexemos nelas ainda, mas a tentativa será transplantá-las mais para o meio do canteiro, evitando derrubar”, garante o profissional.
A Smam determinou o plantio de 18 mudas nativas a título de compensação ambiental pela supressão das quatro árvores, mas as plantas não ficarão, necessariamente, na região.
Intervenções atingem 22 vegetais na via
Além dos vegetais com autorização de remoção definitiva, outros quatro serão transplantados para um espaço muito próximo do local onde estão atualmente. Segundo a Smam, será necessário um deslocamento de um ou dois metros, apenas para viabilizar tecnicamente a obra da ciclovia.
Outras 14 árvores sofrerão uma poda para permitir a passagem dos ciclistas, somando 22 vegetais que sofrerão algum tipo de intervenção em razão da obra.
Todos os custos do manejo ambiental correm a cargo da empresa responsável pela obra, uma contrapartida à cidade pela construção de um edifício de estacionamentos no Centro Histórico, em frente à Casa de Cultura Mario Quintana, na avenida Sete de Setembro.
A EPTC não sabe precisar o valor do investimento da empresa privada, porque a entrega de contrapartida é uma obrigação do empreendedor, independente do valor. Entretanto, a preços de mercado, a obra custaria algo em torno de R$ 310 mil.
corredor ligará zonas norte e sul

Via para tráfico exclusivo de bicicletas terá 650 metros de extensão \ Divulgação PMPA
Via para tráfico exclusivo de bicicletas terá 650 metros de extensão, entre Lucas e Ijuí \ Divulgação PMPA

A ciclovia da Nilópolis terá 650 metros de comprimento, estendendo-se entre as avenidas Lucas de Oliveira e Ijuí, e integrará, no futuro, um corredor que vai ligar as zonas norte e sul de Porto Alegre por meio de vias exclusivas para a circulação de bicicletas.
Quando concluído, o trajeto começará com um trecho de 1,1 quilômetro na Nilo Peçanha, ainda sem data prevista para execução, passará pelo fragmento da Nilópolis, prosseguindo por 300 metros na avenida Neuza Brizola e depois por 550 metros na Santa Cecília (nenhum dos dois trechos tem data para sair do papel), integrando-se à ciclovia da avenida Ipiranga – esta, por sua vez, segue até a beira do Guaíba, de onde se pode alcançar o início da Zona Sul através da faixa da Beira-Rio.
A pista exclusiva para ciclistas da Nilópolis passará ao lado do corredor central da avenida, fazendo com que as bikes rodem sempre ao lado esquerdo dos automóveis, nos dois sentidos de tráfico. A separação entre bicicletas e carros será feira através da instalação de tachões na pista e não de gradis, como ocorre, por exemplo, na Ipiranga.
Será o mesmo modelo utilizado na avenida Ada Mascarenhas, exemplificam os técnicos da Smam.
Promessa é entregar 7,1 km até dezembro
Obras no trecho final da ciclovia da Ipiranga estão avançadas | Naira Hofmeister/JÁ
Obras no trecho final da ciclovia da Ipiranga estão avançadas | Naira Hofmeister/JÁ

Embora esses trechos ainda não possuam data para a execução, a Prefeitura de Porto Alegre espera entregar, até o final de 2015, pouco mais de 7,1 quilômetros de ciclovias para a população.
Atualmente, Porto Alegre conta com 27,5 quilômetros de ciclovias instaladas.
Além dos 650 metros da Nilópolis, a previsão é de concluir a ciclovia da Ipiranga em toda a sua totalidade – faltam ainda 6,6 quilômetros entre a Silva Só e a Antônio de Carvalho.
O trecho final, de 1,5 km, está com as obras avançadas: entre a Salvador França e a PUC-RS, a ciclovia já está demarcada e preenchida com brita, faltando apenas o calçamento e a sinalização. Dali em diante, até a Antônio de Carvalho, a maior parte já está até pintada.
Com isso, o último trecho a ser concluído será aquele sob responsabilidade do Zaffari Bourbon, depois da Silva Só, que é uma contrapartida para a construção de um novo shopping no bairro Santa Cecília, na área do antigo clube Força e Luz.

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Comentários

Uma resposta para “Conclusão de ciclovia na Nilópolis exige corte de quatro árvores”

  1. Avatar de Maurício Pereira
    Maurício Pereira

    Sim, e com isto aí a cobertura arbórea de Porto Alegre vai diminuindo cada vez mais. Aliás, o responsável técnico por este ¨manejo da vegetação¨ aí é o mesmo que desmatou o terreno ao lado da nossa casa, na Dom Pedro II…

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