Consórcio propõe melhorias contra enchentes no Cais Mauá

Naira Hofmeister
Depois que o Guaíba atingiu seu maior volume em 74 anos, no sábado, e a água chegou até o asfalto da avenida Mauá – obrigando a Prefeitura a colocar sacos de areia para contenção da cheia nas comportas do muro, que foram fechadas – o consórcio que pretende revitalizar o Cais Mauá anunciou que tomará medidas para melhorar o sistema de proteção da cidade na área.
Desde abril, quando o JÁ divulgou com exclusividade o rol de contrapartidas estabelecido com o empreendedor, já se sabia que haveria investimentos na contenção de cheias.
Na época, entre as medidas anunciadas, estavam reparos e manutenção do muro, recuperação de duas casas de bombas e treinamento para equipes do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP).
Neste final de semana, entretanto, uma nota disponível no site Viva Cais Mauá – mantido pelo grupo empreendedor – acrescenta e detalha outras medidas.
Para proteger os armazéns, que são tombados pelo Patrimônio Histórico, de eventuais inundações, por exemplo, o consórcio promete um sistema que permita lacrar as estruturas. Eles estão 50 centímetros acima do nível do piso do cais, que é de 3 metros – no sábado, a medição no local apontou que o Guaíba alcançou 2,94 metros.
O consórcio prevê também a instalação de um linígrafo no canal do Guaíba. É um equipamento de boias que permite disparar alertas para enchentes com até 24 horas de antecedência.
Essa contrapartida, entretanto, ainda não está confirmada, alerta o comunicado do Cais Mauá do Brasil. “Há a previsão, embora ainda não definida”, diz a nota.
As tubulações de esgoto e ralos do complexo serão dotadas de um sistema que impede o retorno de água e efluentes para o interior dos armazéns.
A parte elétrica também será protegida, esclarecem os empreendedores. Tubulações e cabeamentos serão “blindados e protegidos contra intempéries” e as tomadas serão instaladas a uma altura minima de 70 centímetros do chão – mais do que o dobro do habitual. Fiações e cabos telefônicos correrão por calhas instaladas a 4,2 metros do piso dos armazéns.

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