Quase três anos depois da inauguração da Arena, estádio do Grêmio, as contrapartidas do empreendimento que deveriam ser feitas pela OAS ainda não chegaram na região.
A construtora ficou como responsável pela pavimentação e ampliação de vias dos bairros Farrapos e Humaitá, porém moradores do Bairro Farrapos reclamam que quase nada foi feito.
Em 2012, Prefeitura e OAS assinaram um acordo para as contrapartidas. Mas o contrato assinado era bem diferente do que havia sido definido três anos antes, quando a construtora apresentou estudos de impacto ambiental e listou as intervenções que deveriam amenizar os efeitos da instalação da Arena na região.
Em janeiro de 2014 ,o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Estadual (MP) bloquearam o dinheiro destinado às obras do entorno, que não deveriam ser realizadas pela Prefeitura, mas pela OAS.
A duplicação das avenidas Padre Leopoldo Bretano, A.J Renner e Ernesto Neugbauer, situadas no Humaitá e Farrapos, que estão previstas no projeto ainda não saíram do papel. O valor estimado em torno das obras foi de R$ 130 milhões, conforme a Prefeitura. Novo acordo entre OAS e Executivo foram firmados em dezembro do ano passado, 70% seriam do empreendimento e o restante dos cofres públicos.
Obras da comunidade também não foram executadas
Itamar Guedes, conselheiro do Orçamento Participativo da região, lembra que outras cinco demandas da comunidade estavam por conta da OAS: Reforma e ampliação da sede a Associação de Creches beneficentes do Rio Grande do Sul (ACEBERGS), da Associação de Moradores do Conjunto Mário Quintana e da Associação da Vila Tecnológica. Além da construção de um complexo esportivo e da creche Vila Progresso. Destes, apenas a Vila Tecnológica e a creche da Vila Progresso foram contemplados. As demais obras dependem do desbloqueio dos recursos. “Queremos saber onde está esse dinheiro” questiona Guedes. Somente a ACEBERGS teria de receber quase R$ 500 mil, conforme documentos apresentados pelo conselheiro. “É um descaso com a comunidade” lamenta.
O presidente da Associação Mário Quintana, Sérgio Bueno, que mora na frente da Arena, lembra das diversas reuniões e da falta de cumprimento das demandas solicitadas: “Tanto a associação como o bairro inteiro ninguém recebeu nenhuma contrapartida” lamenta o morador, com documentos à mão que mostram o orçamento feito por ele para a reforma da sede da Associação, e entregues à coordenadora do Centro Administrativo Regional em junho do ano passado.
Bueno ainda reclama que a prefeitura destruiu canos e tubulações embaixo da avenida Leopoldo Brentano para as obras de acesso à Arena. “Quando chove acumula sujeira e água, o que não acontecia antes” criticou o morador

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