Cooperativas gaúchas tiveram crescimento de 14% em 2016

Em um ano de recessão econômica, com o PIB gaúcho caindo 3,1%, o setor cooperativo registrou crescimento de 14,22% em 2016. Quatro ramos de atividades se destacam neste crescimento, duas delas apresentando números acima da média. As cooperativas de crédito apresentaram crescimento de 18,54%, o setor agropecuário cresceu 14,51%, saúde 9,88% e infraestrutura com 6,29%.
Ao todo, as 420 cooperativas tiveram um faturamento de R$ 41,2 bilhões, gerando R$ 2,1 bilhões em tributos para o Estado. A geração de tributos teve um crescimento de 17,8%.
Com este crescimento, o setor cooperativo passa a representar 10% do PIB gaúcho. O Rio Grande do Sul é o segundo estado brasileiro com maior número de associados: 2,8 milhões de sócios.
Os números foram apresentados no lançamento da “Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2017”. A publicação que traz os números oficiais do cooperativismo no estado em 2016 foi lançada nesta quarta-feira pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS no evento “Tá na Mesa”, na Federasul.
A crise como combustível do crescimento
O presidente da OCERGS -SESCOOP/RS, Vergilio Perius, defendeu a capacidade de resiliência e afirmou que as crises da economia acabam servindo como uma espécie de combustível no caso das cooperativas. “Nas crises, as pessoas tendem a se unir mais, sociedades de pessoas se unem mais, se fortalecem coletivamente a passam a trabalhar melhor juntos. E podemos observar isso nas cooperativas. As pessoas se reúnem e discutem até mesmo os pequenos investimentos”, afirmou, acrescentando que nos últimos três anos, as cooperativas não reduziram o nível de investimento.
Vergilio defendeu a importância do investimento e educação, formação e capacitação dos cooperados. No ano passado, em média, pelo menos 600 trabalhadores de cada cooperativa gaúcha passaram por algum programa de capacitação.
Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema CNCOOP-OCB-SESCOOP Nacional, acredita que o momento que a humanidade vive favorece o crescimento do cooperativismo. Para ele, as pessoas buscam cada vez mais ferramentas de economia colaborativa, com participação mais intensa nas decisões e as cooperativas estão conseguindo absorver essa demanda.
Márcio defendeu ainda a importância das cooperativas no desenvolvimento das regiões e afirmou que são capazes de resolver problemas sociais através de soluções econômicas.
“As cooperativas não pegam seu capital aqui e investem no exterior, nem vão para a avenida Paulista fazer especulação financeira. O recurso volta para a comunidade e realimenta a roda do desenvolvimento local”, afirmou.
Um setor da atividade cooperativa que vem deixando a desejar é o das cooperativas habitacionais. Em 2016, foram construídas menos de
cinco mil casas em Porto Alegre através deste sistema, quando em anos passados, o números superou as 15 mil unidades. Para Vergilio Perius, a dificuldade passa por falta de políticas públicas bem definidas e uma compreensão maior para permitir que as cooperativas se desenvolvam “livremente, sem amarras.”
“Se o governo quiser fazer um Brasil melhor, olhe mais para as cooperativas, porque é por aí o nosso crescimento, a nível estadual e federal”, concluiu Vergilio.

Adquira nossas publicações

texto asjjsa akskalsa

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *