Corrupção no DEP desviou mais de R$ 10 milhões em cinco anos

Centro e trinta policiais civis e militares cumpriram 27 mandatos de busca e apreensão em Porto Alegre, em Alvorada e Viamão, desde as primeiras horas desta segunda-feira, 24.
É a terceira fase da  Operação Tormenta que investiga fraudes em licitações e diversos crimes no Departamento de Esgotos Pluviais (DEP).
A ação envolve buscas na sede e em quatro unidades do DEP, em empresas, nas residências de servidores e de ex-gestores da entidade e de sócios de terceirizadas que têm ou tiveram contrato com a prefeitura. Três pessoas foram presas em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Três armas, documentos, jóias e quase doze mil Reais em espécie foram apreendidos.

Três Pessoas foram presos e foram cumpridos 27 mandados de apreensão. Foto Polícia Civil / Divulgação /Jornal JÁ

A história vem desde 2016, quando uma série de reportagens da jornalista Adriana Irion, na Zero Hora, mostrou que empresas terceirizadas cobravam do DEP por serviços não executados.
O delegado Max Ritter, um dos coordenadores da operação, estima que “o total dos desvios, que vêm pelo menos desde 2011, supera os R$ 10 milhões”, conforme apuração do Tribunal de Contas do Estado.“Os principais alvos desta ação foram as empresas contratadas pelo Poder Público, além de diretores e servidores do DEP. Está sendo investigado o superfaturamento em contratos de manutenção de casas de bomba e limpeza de bueiros, serviços que são executados ou condicionados à execução de outros serviços, não descritos em licitação, ateste de serviços prestados a menor ou sequer prestados, falsa prestação de contas de serviços não prestados, entre outras irregularidades recentemente impugnadas pelo Tribunal de Contas do Estado”, completa o delegado Ritter.
Entre os alvos da operação policial estão Tarso Boelter (PP), diretor-geral do DEP entre 2013 e 2016, Francisco Eduardo Mello dos Santos (PMDB), ex-diretor-adjunto do departamento, e Francisco José Ferreira Pinto, que é servidor do quadro e foi diretor de conservação do DEP.
Em 2014, Pinto chegou a ser afastado das funções depois de vir à tona a chamada Operação Casa Branca, na qual ele era suspeito de receber propina de empresários para facilitar negócios junto ao poder público. Também estão envolvidas pessoas ligadas à Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre (Cootravipa), maior terceirizada da prefeitura. Desde 2011, a Cootravipa recebeu R$ 354 milhões em contratos com o município.

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