Cpers promete "fazer tremer as paredes do Piratini" a partir de sexta

O Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul, Cpers, está convocando a categoria para um sinetaço na próxima sexta-feira (8). O objetivo do protesto é dar um ultimato ao governo do Estado sobre a instalação da mesa de negociações com os educadores.
O Cpers considera “um descaso” da atual gestão a demora em iniciar o diálogo sobre as reivindicações trabalhistas da categoria. Os professores exigem o pagamento imediato de um aumento de 13,01%, fixado pelo Ministério da Educação em janeiro, além de uma proposta para a efetiva incorporação ao salário de um completivo concedido pelo ex-governador Tarso Genro, em caráter emergencial, sobre o qual não incidem os benefícios – férias, 13º salário, etc.
O sinetaço ocorrerá nos três turnos nas escolas (11h, 16h30min e 21h) e os professores aposentados deverão se manifestar batendo sinetas ou campainhas de suas casas nos mesmos horários.
A presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, considera o 8 de maio como “o dia D”. Após essa data, a categoria iniciará a “construção da greve”.
“Vamos construir uma greve forte, que lembre os bons tempos do nosso sindicato, em que fazíamos tremer as paredes do Piratini”, alerta a dirigente.
Sindicato denuncia ato falho de Sartori
Não bastando o mal-estar com o governo pela demora no início das negociações com a categoria, o sindicato denunciou o que teria sido um ato falho do governador José Ivo Sartori: ao passar por uma manifestação de professores – diante da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (5) – que prestava solidariedade aos colegas do Paraná, Sartori teria dito que “a culpa tinha sido dos professores”.
Na última quarta-feira, dia 29, educadores do Paraná sofreram brutal repressão da polícia estadual ao protestar contra um projeto de lei que modificava o regime de previdência do funcionalismo público. O confronto resultou em mais de 200 educadores feridos, 11 em estado grave.
Segundo o Cpers, no início do protesto de hoje, em Porto Alegre, Sartori teria dito, diante de diversas testemunhas: “A culpa daquilo tudo foi dos professores”, explicando em seguida, os motivos pelos quais apoia a atuação do governador Beto Richa.
A assessoria de comunicação do governador negou ao jornal Sul21 que tenham sido essas as palavras empregadas pelo chefe do Executivo. Sartori, segundo a versão do Piratini, disse: “Vocês sabem de onde eu venho e quem eu sou”, dando a entender que não se manifestaria sobre ações de governo de outro estado.

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