R$ 55 milhões foi o valor que a Corag repassou ao governo em 5 anos

Recebemos as seguintes considerações sobre a matéria referente aos resultados financeiros da Companhia Riograndense de Artes Gráficas:
Caro, está muito boa a matéria, bem legal mesmo. Mas notei algumas imprecisões e queria ver contigo se é possível fazer algumas correções.
Esse valor de R$ 55 milhões não é o lucro obtido no período de cinco anos, mas sim o total repassado da Corag para o cofre único do Estado no mesmo período. O correto seria dizer que a Corag repassou R$ 55 milhões em cinco anos. Da mesma forma, aqueles valores ano a ano se referem aos repasses feitos em cada ano, e não ao lucro. O repasse (pagamento de dividendos ou distribuição de lucros) é calculado e definido no ano seguinte, após a obtenção do resultado financeiro do exercício anterior. Assim, em 2016, a Corag repassou R$ 2,5 milhões ao Estado e em 2015 havia repassado R$ 7,6 milhões.
O lucro é outra coisa. É o resultado da diferença entre receitas e despesas, incluso aí inclusive o Imposto de Renda – e só realizado após o final do exercício financeiro. Em 2015, a Corag registrou lucro líquido de R$ 7,7 milhões (o número confunde, porque é quase o mesmo referente ao repasse realizado no ano). Ainda não temos o resultado de 2016, que deve ser divulgado até abril. Contabilizando receitas e despesas entre janeiro e setembro, porém, temos um resultado positivo de pouco mais de R$ 10 milhões em 2016 – mas isso também não é o lucro, uma vez que ainda há despesas importantes a serem contabilizadas. Após os cálculos do último trimestre de 2016, quando saberemos o lucro do período, será realizada Assembleia de Acionistas e será definido o repasse ao governo do Estado para este ano.
Se houver interesse, posso levantar o lucro líquido dos últimos cinco anos. O dado que tenho à mão é que tivemos um lucro líquido médio de R$ 9 milhões em sete anos. E repassou, em média, por ano, R$ 11 milhões nos últimos cinco anos (justamente porque em anos anteriores não foi repassado todo o lucro; a Corag pode ficar com parte dos lucros para reinvestir, por exemplo).
Outra imprecisão ocorreu por descuido meu: o faturamento total de 2015 foi de R$ 54,5 milhões, e não de R$ 57 milhões, conforme informei no material que havia te passado antes.
Outro ponto que seria importante corrigir é que a decisão que proíbe a demissão e o esvaziamento das atividades da Corag não foi da juíza Valdete, mas do juiz Maurício Schmidt Bastos. A Valdete foi juíza na liminar das cinco fundações da base do Semapi (Cientec, FDRH, FEE, Metroplan e Zoobotânica). A decisão do juiz Maurício está disponível no site do TRT da quarta região: http://www.trt4.jus. br/portal/portal/trt4/ comunicacao/noticia/info/ NoticiaWindow?cod=1418050& action=2&destaque=false& filtros=JURIDICA
Te agradeço mais uma vez pela matéria. Se restarem dúvidas sobre os assuntos, estou às ordens.
Abraço!
Jair Stangler
 

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