Cleber Dioni
O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Marco Antônio Becker, levou ontem ao conhecimento dos deputados integrantes da CPI do Detran denúncias sobre o desvio de finalidades das taxas do exame médico realizado para obtenção da carteira de motorista.
A irregularidade é sobre o valor pago no exame de saúde, que até 31 de janeiro deste ano, era de R$ 40,20. Desse total, o médico recebia R$ 17,99, já descontados o imposto de renda e INSS. O Centro de Formação de Condutores (CFC) recebia do Detran por perícia realizada pelo médico R$ 15,28, a título de aluguel de sala onde são feitos os exames e outros custos.
Segundo Becker, em 2007, os CFCs faturaram R$ 17 milhões, pelo uso do espaço pelos médicos. “Em cinco anos dá quase R$ 100 milhões. Não é admissível que o CFC receba uma remuneração do Detran pelo aluguel da sala do exame médico tendo por critério a quantidade de perícias, quando todos os aluguéis são pagos pela área do imóvel”, afirma o presidente.
Becker destaca que há claro desvio de finalidade da taxa. “Mesmo agora, o novo valor do exame a R$ 41,99, o médico continua recebendo somente 3% das taxas pagas pelo candidato à carteira de motorista. Não quero crer que há um conluio do Detran com os CFCs, mas não sei pra onde foi todo esse dinheiro, para bolsos de particulares, certamente”, completou.
CREMERS denuncia desvio de taxas do Detran
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