Crescimento de Fernando Haddad revela acerto da estratégia de Lula

O salto de 11 pontos revelado pelo Ibope e que coloca Fernando Haddad isolado no segundo lugar na disputa presidencial foi minimizado pelos principais veículos de comunicação.
A pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira mostra a consistente transferências de voto do ex-presidente Lula, cuja candidatura foi impugnada pelo TSE, para seu substituto, o ex-prefeito de São Paulo.
A pesquisa praticamente define o segundo turno, entre Jair Bolsonaro que continua na dianteira com 28% e Haddad que saltou dos  8% para 19%, uma semana depois de ser oficializado candidato no lugar de Lula.
“Comentaristas analisam o cenário eleitoral com Bolsonaro e Haddad na liderança”, foi a manchete do Globo, cuja aversão ao candidato petista é indisfarçavel.
Em editorial, o Globo insinua que a eleição de Bolsonaro ou Haddad pode levar o país a uma crise institucional. “Se Haddad  ganhar, quem vai governar, um presidiário?” pergunta o jornal da familia Marinho.
A Folha de São Paulo saiu pela tangente: “Economista de Bolsonaro quer IR unificado”, foi o destaque da edição desta quarta-feira.
“Bolsonaro mantém liderança com 28%, Haddad se isola no 2o. lugar com 19%”, mancheteou o Estadão.
A site GaúchaZH amanheceu com a manchete sobre suspeita investigada pela Polícia Civil:   “Polícia combate fraude na concessão de bônus moradia por obra da Copa”.
A fraude na concessão de bonus moradia é suspeita recorrente em Porto Alegre e a investigação é tardia, pois se refere à Copa de 2014.
A Polícia Civil chegou ao local para cumprir mandatos de busca e apreensão devidamente acompanhada de uma equipe da imprensa. “Uma pessoa teria sido ludibriada”, disse o delegado.
Para dramatizar, os comentaristas da emissora enfatizaram que “pessoas que não tem sequer onde morar foram lesadas”.
Há menos de 20 dias da eleição, a suspeita de fraude ocupou 20 minutos do principal programa jornalístico da Gaúcha.
Tudo para evitar aquilo que seria relevante numa análise do quadro eleitoral: o crescimento de Haddad é a primeira demonstração inequívoca do acerto da estratégia de Lula de “esticar a corda até o limite”, acreditando na sua força para transferir votos.
 
 
 

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