Crise no transporte público vai estourar depois da eleição

Há uma crise no transporte público de Porto Alegre ainda encoberta.
Desde o mês passado, os consórcios protocolam notificações junto à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) requerendo o reequilíbrio do contrato de concessão, nos termos do edital. Pelos cálculos das empresas, a passagem deveria custar R$ 4,20 em Porto Alegre.
O presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, diz aos jornais que “reconhece o problema”. Garante, porém, que não haverá antecipação no aumento do valor da passagem e que nenhuma das 424 linhas será eliminada. Ele insiste, dando a entender  que há uma grande pressão para isso:
“Nós não vamos retirar linhas de operação. Isso não será feito. Nós não vamos trabalhar com extinção de linhas, por exemplo. Tem um boato na cidade dizendo que isso ocorreria. Estou garantindo que isso nós não faremos. Faremos algum sistema de integração de algumas linhas.”
“Realmente, há algumas linhas extremamente deficitárias operando. Nós vamos manter o atendimento do transporte para o usuário”, garante Cappellari.
Está em curso uma “readequação das operações”. Já foram retirados 21 ônibus de circulação. A intenção é reduzir a quilometragem percorrida, para reduzir os custos das empresas. Os novos 24 ônibus que deveriam entrar em circulação até o fim do ano foram suspensos.
Entre as propostas dos consórcios estão a redução de 10% das viagens com poucos passageiros; suspensão do repasse da taxa de gestão de 3% sobre a receita do sistema para a EPTC; não concessão de novas isenções para usuários com idade entre 60 e 65 anos; retornar o desconto de 50% para a integração; limitar o uso de isentos em horários de picos; priorizar a criação de vias exclusivas para o transporte coletivo em avenidas com três ou mais pistas e definir linhas de financiamento para pagamento de isenções, tais como área azul, taxa para combustíveis ou até pedágio urbano, entre outros.
 

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