Passando um pouco das 20h45 desse domingo, 17 de abril, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), proferiu seu voto favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
“Que Deus tenha misericórdia dessa nação”, ele pediu, do centro da mesa diretora, antes de declarar seu “sim”.
Poucos minutos depois, ele ouviu de seu conterrâneo Glauber Braga (PSOL), que era um “gângster” e que “cheirava a enxofre”.
Grande parte dos votos contrários ao afastamento de Dilma Rousseff do Palácio do Planalto utilizaram como argumento o fato de o processo ser conduzido por Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo por corrupção e investigado na Lava Jato e na Comissão de Ética do Legislativo por ocultação de contas no exterior e por mentir sobre sua existência.
Aliás, quando abriu a seção deste domingo, às 14 horas, foi surpreendido por uma faixa estendida às suas costas com os dizeres “Fora Cunha”.
Seu protagonismo no atual momento político brasileiro foi destacado por jornais ao redor do mundo ao longo da semana, que assinalaram o fato de ele conduzir o processo de impeachment apesar das acusações.
Nem entre os manifestantes que vão às ruas pedir o afastamento de Dilma Rousseff, Cunha se salva.
Cunha ao votar sim: "Que Deus tenha misericórdia dessa nação"
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