CUT denuncia boicote da mídia aos atos contra impeachment

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo,  denunciou nesta segunda-feira “o boicote de veículos da mídia, que não estão divulgando as mobilizações que acontecerão nesta terça”.
“Estão tentando criar um clima de que o golpe está consumado, a presidenta será deposta e o governo ilegítimo será empossado. No entanto, os defensores da democracia não jogaram a toalha. Pelo contrário, continuamos fazendo a resistência e a luta”.
A CUT-RS distribuiu uma nota no início da tarde alertando a população que “o dia nacional de paralisações, greves, atos e protestos, que será realizado nesta terça-feira (10), irá provocar transtornos em várias cidades gaúchas”.
A mobilização foi convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e visa chamar a atenção da sociedade e pressionar os senadores a votarem contra a admissibilidade do golpe do impeachment, cuja votação está prevista para começar nesta quarta-feira (11) no plenário do Senado.
“Não será um dia normal”, alerta o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo. “Não saia de casa sem antes se informar como está a situação, mas quem for sair deve ficar ciente de que irá encontrar dificuldades maiores ou menores, dependendo da cidade e do horário”, destaca.
Vários sindicatos estão realizando assembleias e reuniões de trabalhadores para definir a participação nos protestos.
Segundo Claudir, “as manifestações serão pacíficas, mas fortes para alertar os senadores e os donos do capital de que a classe trabalhadora não abre mão da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas conquistados com muita luta ao longo da história”.
“Vamos cobrar também que os senadores gaúchos votem contra o golpe”, ressalta o dirigente sindical. “Enquanto o senador Paulo Paim (PT) tem se manifestado em favor da democracia, a senadora Ana Amélia (PP) votou a favor do golpe na comissão especial do impeachment e o senador Lasier Martins (PDT) tem dito que está do lado dos golpistas, manchando a história do trabalhismo de Getúlio, Jango e Brizola.”
Em Porto Alegre, haverá também um ato público, a partir das 17 horas, na Esquina Democrática. Após concentração e pronunciamentos das entidades, será feita uma caminhada no centro da capital gaúcha.
 
 
 

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