
O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Fernando Záchia (PMDB), juntamente com os deputados Miriam Marroni, Edson Portilho e Adão Villaverde (PT),recebeu os moradores de Viamão
(Foto:Marcos Eifler/AL)
Helen Lopes
Depois de aguardar mais de dois meses pelo estudo do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), que não foi apresentado, os integrantes do Movimento de Luta Contra o Pedágio da RS-040, juntamente com políticos do município, voltaram a pedir soluções para o impasse da RS-040 ao Governo do Estado.
Na tarde desta quarta-feira (26/4), cerca de 40 veículos partiram em carreata de Viamão a Porto Alegre. Em frente ao Palácio Piratini, os manifestantes realizaram um ato, reivindicando uma audiência com o chefe da Casa Civil, Paulo Michelucci. O ex-secretário da Fazenda recebeu os moradores e admitiu que o estudo prometido pelo ex-secretário dos Transportes, Alexandre Postal, não foi feito. “Nós pedimos desculpas se não houve o atendimento do pleito. Mas vamos, num prazo máximo de 10 dias, realizar outra reunião”, prometeu. A Agergs também será chamada para mediar as negociações.
Cauteloso, Michelucci salientou que o tema será tratado com “bom senso”. “Vamos retomar a analise dos componentes financeiros, matemáticos e estatísticos que envolvem essa questão. Mas buscando preservar o interesse das partes que têm diretos legais garantidos” – referência ao contrato de concessão.
O prefeito em exercício de Viamão, Sérgio Kumpfer, espera que desta vez a situação evolua. “Reapresentamos a agenda que já tínhamos apresentado em fevereiro. Já temos um acúmulo de diálogo. Não estamos na estaca zero. Agora, queremos mais velocidade na solução do problema”, afirmou. “A nossa proposta é muito clara: a isenção para os moradores ou a transferência da praça de pedágio para a divisa de Viamão com Capivari do Sul”, lembra o vice-prefeito.
A concessionária Univias adiantou que o fluxo em Capivari é 40% menor, o que implicaria em menos arrecadação e, conseqüentemente, em um possível aumento nas tarifas. Os moradores pagam R$ 10,20 por dia – ida e volta – para se deslocar da localidade de Águas Claras ao centro do município. A concessionária deu como opção aos usuários que não querem pagar a tarifa uma rota alternativa de 35 quilômetros de estrada de chão.

Moradores deixaram os veículos no Largo da Epatur e caminharam até a Praça da Matriz
(Foto: Anezio Ribeiro Filho/JÁ)
Abaixo-assinado
Após a reunião com o chefe da Casa Civil, os manifestantes foram até a Assembléia Legislativa pedir o apoio dos deputados. O presidente da Casa, deputado Fernando Záchia (PMDB), comprometeu-se em promover uma reunião entre Governo do Estado, representantes da comunidade e da concessionária Univias, na próxima semana.
Antes de entrar na sala da presidência, os moradores iniciaram um abaixo assinado “exigindo uma solução urgente para os problemas enfrentados pela comunidade Viamão”. O deputado Raul Pont (PT) foi o primeiro a assinar o documento. Pont disse que o “governo não quer fazer o enfrentamento com as empresas”.
A decisão da Assembléia de intermediar as negociações foi tomada depois do relato feito por Kumpfer a Záchia e aos deputados do PT Miriam Marroni, Edson Portilho e Adão Villaverde, das sucessivas promessas de reuniões e das formações de grupos de trabalho que não se concretizaram desde o início do movimento da comunidade contra a cobrança de pedágio em dezembro de 2005.

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