“Este espaço poderia ser um centro cultural”, diz a faixa estendida entre duas palmeiras no canteiro da avenida Osvaldo Aranha, próximo ao viaduto da Conceição.
De fato, o número 418 foi um centro cultural, durante um ano e meio, até a última quarta-feira, 17, quando dois oficiais de Justiça e dez brigadianos chegaram ao local sem aviso prévio. Não houve violência física.
Na manhã desta segunda-feira, os ex-moradores da Kuna Ocupação Libertária puderam entrar para recolher seus pertences e dar o último adeus ao local que abrigou suas atividades artísticas desde outubro de 2014.
A casa está sendo demolida e o terreno será alugado para ampliar o estacionamento vizinho. Na frente vai ficar só a fachada do prédio do início do século passado, que é tombada.
O local que oferecia atividades culturais gratuitas, como oficinas de músicas, teatro, circo e língua estrangeira.
O despejo da Kuna ocorreu na quarta-feira passada, quando dois oficiais de Justiça e dez brigadianos chegaram ao local sem aviso prévio. Não houve violência física.
Nesta terça, os proprietários do local, permitiram que os ocupantes voltassem para buscar o restante de seus pertences. Não deu para levar tudo, mas o essencial foi resgatado.
A maior parte da mobília foi colocada em um pequeno caminhão de mudanças e levada para a ocupação Saraí.
O restante, bem como os próprios moradores, deve se espalhar por outras ocupações da cidade.
Antes de abrigar a Kuna, a casa estava desativada há mais de 10 anos. Antes disso, havia sido a sede do Tablado Andaluz.
Para chamar atenção para o despejo, foi montada, do outro lado da avenida, uma espécie de mini ocupação provisória.
A entrada e saída do que sobrou da casa era controlada por dois rapazes fortes de calça jeans e camisa preta. Educadamente, impediram a tentativa da reportagem de entrar para fazer fotos. Um dos seguranças informou que trabalhava “indiretamente” para os proprietários do terreno, embora nenhum deles soubesse informar quem era o dono.
O imóvel pertence à Cerâmica Taquari Construções LTDA, com sede em Bento Gonçalves, na serra gaúcha. A decisão do despejo foi tomada pela juíza Marlene Marlei de Souza, da 12ª Vara Cível do Foro Central.

Despejo acaba com centro cultural alternativo no Bom Fim
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Comentários
9 respostas para “Despejo acaba com centro cultural alternativo no Bom Fim”
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por mais bonito que seja dar aulas e cursos grátis de música e arte, propriedade privada é propriedade privada. Leis existem para serem respeitadas.
Se querem oferecer atividades culturais gratuitas, existem meios legais para fazer isso. Trabalhem, estudem, consigam dinheiro e investimento (trabalhar pra “patrão” não é crime, é muito digno por sinal), pode ser através de patrocínios e isenções fiscais (a lei rouanet podia ajudar né, ao invés de liberar verba pra biografia da claudia leitte). Reclamar que foram expulsos da propriedade de outro não adianta.-
Lazer e cultura são direitos básicos do cidadão e tanto o governo federal, quanto estado e prefeitura devem incentivar, fomentar a cena e subsidiar um mínimo de atividades.
Só que não consome cultura não sabe que Porto Alegre está zerada de incentivo por parte do prefeito e governador do estado.
Essa mecânica de senso binário não é unanimidade nem entre juízes mais, pois há muito o bom senso deixou de ser choro livre apenas daqueles que entendem a insana e estúpida guerra de lucros cotidianas a qual somos submetidos calados.
Menos covardia ao agarra-se no conservadorismo assassino e mais arte!-
Lazer e cultura são direitos básicos do cidadão e podem ser
oferecidos em propriedades do governo. Há pela cidade, prédios e
terrenos não aproveitados que não são privados. Inclusive
abandonados há anos. As mesmas pessoas que ocupam propriedades
privadas podem ocupar estes imóveis e continuar desenvolvendo o seu
trabalho. Aliás, por que a predileção pela propriedade privada e
não pela do governo? Se a questão é ocupar algo que está vazio
ou, na cabeça deles, abandonado pelo dono, tanto faz se é do
governo ou se é privado. Mais justo, inclusive, seria ocupar imóveis
públicos, já que o governo não se mexe pra ajudar a cultura e tem
a responsabilidade de fazê-lo.
Não há covardia em se buscar na justiça o uso do seu próprio
imóvel, comprado com os frutos do seu próprio trabalho e que foi
invadido por terceiros. O texto da reportagem tem um tom vitimista e
desnecessário.
Com certeza, mais arte! Mas não há a necessidade de invadir as
propriedades dos outros pra divulgá-la. Por mais que se queira e se
tente, não há uma conexão entre se apropriar do que não é seu e
a divulgação da arte.
“Guerra de lucros cotidianas a qual somos submetidos calados”
e “conservadorismo assassino”: verborragia vazia pra tentar dar
impacto e importância ao que se lê e mudar o foco da questão. -
Já que querem invadir, o que é errado, poderiam ser invadidas as
propriedades do governo. Há pela cidade, prédios e terrenos não
aproveitados que não são privados. Inclusive abandonados há anos.
As mesmas pessoas que ocupam propriedades privadas com esse intuito
poderiam ocupar estes imóveis e continuar o que faziam. Aliás, por
que a predileção pela propriedade privada e não pela do governo?
Se a questão é ocupar algo que está vazio ou, na cabeça deles,
abandonado pelo dono, tanto faz se é do governo ou se é privado.
Mais justo, inclusive, seria ocupar imóveis públicos, já que o
governo não se mexe pra ajudar a cultura e tem a responsabilidade de
fazê-lo.
Não há covardia em se buscar na justiça o uso do seu próprio
imóvel, comprado com os frutos do seu próprio trabalho e que foi
invadido por terceiros. O texto da reportagem tem um tom vitimista
desnecessário.
Com certeza, mais arte! Mas não há a necessidade de invadir as
propriedades dos outros pra divulgá-la. Por mais que se queira e se
tente, não há uma conexão entre se apropriar do que não é seu e
a divulgação da arte.
“Guerra de lucros cotidianas a qual somos submetidos calados”
e “conservadorismo assassino”: verborragia vazia pra tentar dar
impacto e importância ao que se lê e mudar o foco da questão.-
“Verborragia vazia pra tentar dar impacto e importância ao que se lê e mudar o foco da questão.”: e aqui eis a tua verborragia vazia para dar impacto e importância ao que importa e mudar o foco da questão.
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Exato!
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Exatamente!!!!
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Onde já se viu querer usar um imóvel numa área nobre da cidade, valorizada, para atividades CULTURAIS, e ainda por cima GRATUITAS! Que horror! Esse pessoal deveria fazer algo que desse bastante dinheiro, assim ganhariam dinheiro para comprar o terreno. Minha sugestão é que abram um estacionamento para automóveis, que Um estacionamento seria muito útil para o engrandecimento intelectual de nossa cidade.
Todo mundo sabe que a nossa sociedade é ignorante e atrasada não porque falte quem se dedique à cultura, mas porque faltam lugares onde as pessoas de bem possam guardar com segurança os veículos que compram depois de tanto estudar e trabalhar dignamente para um bom patrão.
Eles deviam fazer algum concurso, ir trabalhar num escritório, e ir juntando um dinheirinho. Daí depois de passar uns vinte anos lambendo selos e carimbando papéis teriam grana pra comprar um prédio onde poderiam se dedicar às suas atividades inúteis. -
Se leis existem para serem respeitadas, gostaria de informar que a Constituição Federal e o Estatuto das Cidades estabelecem que a propriedade privada DEVERÁ cumprir a sua função social, posto que a função social da propriedade é um elemento constitutivo do direito à propriedade e sem essa função, o direito a propriedade não deveria ser garantido. Então antes de invocar a salvaguarda da lei, recomendo que tu descubra o que a lei prevê.
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