Dilma recompõe as forças e propõe retomada do crescimento da economia

PC do Lester
A presidente Dilma Rousseff recrudesceu, como dizia o general João Figueiredo. Na abertura do 12º Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), discursando ao público interno de seu partido, soltou mísseis contra a oposição, acusando seus detratores de golpistas e de hipócritas, sem autoridade moral para duvidar de sua honestidade pessoal.
Já, nesta quarta, baixou o tom, propondo, noutro pronunciamento, criar uma agenda positiva. Em vez da agenda negativa, ofereceu uma retomada do crescimento da economia. Esta é a proposta. Melhor assim.
Golpe e impeachment não são, efetivamente, os problemas reais da presidente. Golpe é impossível. As forças armadas não participam de qualquer movimento de natureza política e nem no Palácio do Planalto há conspiradores procurando derrubar a presidente. Essa informação é taxativa na entrevista que o comandante do Exército general Eduardo Dias da Costa Villas Boas concedeu ao Correio Braziliense publicada dia 7 de outubro e reproduzida no último domingo pela Zero Hora. Então a palavra golpe é mais um desses escorregões semânticos da chefe do governo. Quanto à arguição de improbidade, é totalmente descabida, pois nem mesmo os mais ferrenhos adversários lhe acusam de ladra. O que ameaça Dilma é o mergulho vertiginoso da economia num ralo sem fim.
O importante desse pronunciamento feito em São Paulo não foram as palavras que disse, mas o que resulta desse posicionamento. Dilma se reassume como chefe indiscutível de seu governo, enterrando de vez as versões de que estaria abrindo mão de poderes em favor do PMDB ou de outros esquemas de tutelagem.
Este é o problema real, pois se esperava que abrindo mão de suas prerrogativas de comando, Dilma criaria espaços para a reversão das expectativas negativas da economia, abrindo espaços para reativar os investimentos, deter o desemprego e recuperar a arrecadação de tributos. O medo da demissão é um dos fatores principais para a queda do consumo das famílias, com efeito desastroso sobre as finanças pública, tanto federais, pela queda dos impostos tipo IPI e outros, e dos estados e municípios, pela retração do ICMS e seus repasses às prefeituras. O ajuste fiscal compromete as finanças dos três níveis da administração pública.
O plano dos líderes políticos era entregar a liderança do governo a um político com credibilidade internacional e inegável competência econômica. O nome seria do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ele, entretanto, teria dito a Lula que só aceitaria o posto com garantias de não interferência. Meirelles foi companheiro de governo de Dilma, portanto conhecedor das idiossincrasias da presidente. Parecia que as coisas caminhavam neste sentido. Porém, como as pessoas que a conhecem de anos garantiam, uma Dilma cordata era um sonho dos políticos. Dilma recrudesceu, mostrou que não larga as rédeas e que vai levando de seu jeito, atropelando amigos e inimigos. Toca o gongo, abre-se nova rodada.

Adquira nossas publicações

texto asjjsa akskalsa

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *