Dilma tenta reação em meio à crise econômica mais intensa

PC de Lester
A baixa popularidade não ameaça Dilma Rousseff, mas o descrédito decorrente dos excessos da campanha eleitoral é que dinamitou sua credibilidade a ponto de nenhuma força politica, hoje em dia, acreditar que os cacos possam ser juntados e colados a tempo de salvar o país de um colapso econômico de alta periculosidade. Com isto ela não tem apoio significativo para se relançar e reconduzir seu governo sob algum consenso ou, mais diretamente falando, num rumo, qualquer rumo.
Os gastos desenfreados no ano eleitoral e, crescentemente, no período eleitoral e, por fim, no segundo turno desmontaram a imagem austera que a presidente ainda mantinha no seu primeiro mandato. Foi com isto que abalou sua imagem e jogou sua credibilidade pelo ralo.
Antes, entre 2011 e 2013, o descontrole fiscal só era observado pelos iniciados (acadêmicos, empresários etc.), mas não chegavam à população. Depois da eleição, quando a conta do cartão de crédito implodiu as contas do governo e chegou aos trabalhadores e empresários com uma percepção de governo volúvel (leia-se populista, no jargão político), a confiança se foi.
Com o descrédito veio a retração do consumo das famílias e o encolhimento das empresas, com reflexos imediatos no desemprego e na arrecadação. Aí está o problema, pois ninguém, tanto nas famílias como no setor privado acredita que Dilma tem as qualidades para liderar um projeto de restabelecimento do dinamismo. Ou seja: os agentes econômicos estão paralisados, nem gastando nem aplicando dinheiro em nada.
Se isto não mudar o país pode continuar parado. Por isto, tem gente querendo que a presidente entregue o governo. Os mais imaturos politicamente propõem seu afastamento; os realistas, cientes de que quebras institucionais são piores que o marasmo, sugerem que ela entregue a gestão a uma composição de forças com credibilidade para botar as pessoas e, principalmente, os capitais em movimento.
O impasse deriva deste dilema: se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. Dilma ainda não está suficientemente assustada para aceitar a tutela. Acredita no seu taco e se escuda na legitimidade de sua votação contabilizada nas urnas, embora seja evidente que 80 por cento de seu eleitorado já lhe abandonou e, num patamar mais amplo, esteja quase sozinha, com apenas nove por cento de aprovação. É um paradoxo.
Uma solução virá da profundidade e da velocidade com que a crise econômica for atingindo o sistema. No momento, a presidente opera numa prioridade discutível, que é se concentrar no embate contra seus opositores na área judicial e na política. As duas são fios desencapados. É preciso não cometer erro para não levar um choque letal. Na Justiça, trazendo para sua equipe advogados de real competência. Veja como ela saiu-se mal no embate contra o Tribunal de Contas. No caso do impeachment, deve manter sua margem de segurança parlamentar.
No mais, o pior que pode lhe acontecer é, em consequência de insucesso no julgamento de suas pedaladas, perder seu direito de se candidatar. É pouco provável que ela volte às urnas tão cedo, pois é inelegível para cargos executivos. Caso se decida a candidatar-se em 2016 a vereadora em Porto Alegre, seu domicílio eleitoral, teria até março do ano que vem para renunciar. Neste caso, a pedalada poderia atrapalhar seus planos. Portanto, essa impopularidade acachapante não tem efeito, é apenas um constrangimento para si e seus auxiliares mais conhecidos, que estão expostos a vaias. Só isto, pois até hoje, que se sabe, ninguém morreu de vaia. Se não for isto, Dilma pensa ir levando a trancos e barrancos até seu último dia no Palácio do Planalto, em 2018, como declarou enfaticamente na semana retrasada.

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Comentários

Uma resposta para “Dilma tenta reação em meio à crise econômica mais intensa”

  1. Avatar de Luiz G C Galvao
    Luiz G C Galvao

    O resultado da eleiçao foi favoravel á Dilma??? mentira!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! +/- 33 % de votos para Aecio, +/- 33 % de votos brancos, nulos e absteçoes!!!!!!!! Portanto apenas 1/3 dos brasileiros votaram em Dilma no 2 º turno. Muito pouca representatividade para uma presidente, que é incompetente, arrogante, perdularia, nao reconhece seus erros, e hoje nao tem 10 % de representatividade, comanda um governo corrupto, e ainda vem falar em moralidade.

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