Dívida pública vai chegar a R$ 2,6 trilhões

Nos últimos 12 meses a dívida pública brasileira subiu 17%.
Chegou aos R$ 2,5 trilhões em junho. É um número impensável, com onze zeros.
Distribuída entre os 200 milhões de brasileiros daria uma dívida de R$ 12,5 mil para cada um.
No fim de 2015, já será maior: pode superar os R$ 2,6 trilhões: para fechar suas contas, o governo federal terá que emitir novos títulos até dezembro.
Só para pagar os juros, o país terá que desembolsar R$ 63  bilhões.
Os dados são da Secretaria do Tesouro Nacional e revelam um dos maiores problemas do país, um iceberg do qual conseguimos ver uma pontinha.
Este ano, por exemplo, para não aumentar excessivamente o endividamento, o governo terá que usar R$ 147 bilhões do orçamento para resgatar títulos.
Dinheiro que, numa hora dessas, sairá da segurança, da educação, da saúde, dos investimentos…
A dívida pública federal inclui os endividamentos interno e externo do governo.
Os números mostram que o aumento da dívida em junho deste ano está relacionado com a emissão líquida (o governo fez mais dívidas do que pagou) e com a apropriação de juros sobre o estoque do endividamento brasileiro (pediu emprestado para pagar o juro).
No mês passado, foram emitidos R$ 66,58 bilhões em papéis da dívida federal, ao mesmo tempo em que foram resgatados (pagos) R$ 2,52 bilhões. A diferença, de R$ 64,05 bilhões, foi coberta com novos papéis. Ao mesmo tempo, as despesas com juros totalizaram R$ 23 bilhões.
Interna e externa
A  quase totalidade desta dívida é interna, com bancos e fundos nacionais. Com o crescimento de 3,8% em maio, a dívida interna atingiu R$ 2,462 trilhões.
A dívida externa,  junto a bancos e fundos internacionais,  está diminuindo. Caiu 2,34%, em  maio, ficando em R$ 121,28 bilhões.
A maior parcela desses títulos (42%) pagam juros pré-fixados. Outros 32% pagam juros segundo o índice de preços. O restante, em torno de 20%, são títulos remunerados por taxa flutuante.

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