Domingo de homenagem aos jovens vítimas da violência


No chão, virados para baixo, os cartazes alusivos aos jovens falecidos (Fotos: Carla Ruas/JÁ)

Carla Ruas

Neste domingo, 27 de agosto, a manhã nublada combinou com a revolta e a tristeza dos amigos e familiares de jovens assassinados no Estado. Em duas caminhadas até a Redenção, eles pediram justiça e providências do poder público para conter a violência.

A ONG Chega de Violência lembrou as vitimas na 3ª edição da Passeata pela Paz. Próximos dali os amigos do jovem Rodrigo Carvalho, morto há dez dias, protestaram contra o racismo.

Pela Avenida João Pessoa, cerca de 200 pessoas caminharam vestidas de branco, acompanhadas de cavaleiros do Centro de Tradições Gaúchas 35. Os manifestantes seguravam alguns cartazes em forma humana, que continham o nome, a idade e a data de morte de cada uma das vítimas. Eles seguiram pela rua Paulo Gama e Rótula da Setembrina até o parque da Redenção.

Para a vice-presidente da ONG Chega de Violência, Corina Breton, a sociedade civil tem que se organizar e exigir das autoridades segurança, “que é um direito”. Corina, que já organizou outras duas passeatas semelhantes, espera conscientizar a comunidade ao lembrar das vítimas que morreram jovens por causa da violência.

Ela afirma que a ONG Chega de Violência também atua em outras áreas, como ações sociais, antidrogas e legislação penal. “Essas são as causas dos crimes que choramos hoje”.

Contra o Racismo


As faixas: “Rodrigo, tua morte não será em vão, para o racismo dizemos não”; e “Olho por olho e o mundo acaba cego, não há vingança e sim justiça”

Outro grupo chamou a atenção nos arredores da Redenção, apitando e segurando faixas e cartazes com dizeres pela paz. O manifesto lembrou os dez dias do assassinato de Rodrigo Carvalho, 28 anos, morto com um tiro numa discussão com o vizinho.

O incidente, que ocorreu num prédio no bairro Santana, foi motivado por agressões verbais racistas, na noite em que o jovem comemorava a vitória do Internacional na Copa Libertadores.

Aproximadamente 60 pessoas entre familiares, amigos e vizinhos pediram justiça e providências aos órgãos públicos. Um dos irmãos da vítima, José Carlos Carvalho, diz que a caminhada tem como objetivo homenagear Rodrigo e pedir tolerância à diferença. “Não podemos esquecer que meu irmão foi assassinado por um racista”.

Outro irmão, Paulo Henrique Almeida Carvalho, diz que o protesto é Contra o Racismo, Pela paz e Pela vida. “Queremos mostrar que as grades são ilusórias e os preconceitos é que nos prendem”. Ele adianta que a família está se organizando para pedir todas as indenizações possíveis. “Sabemos que o dinheiro não traz meu irmão de volta, mas dá o exemplo para não acontecer mais”.

A passeata saiu da frente do Hospital de Pronto Socorro e seguiu pela avenida Venâncio Aires até a rua Santana, quando se encaminhou para o Parque Ramiro Souto pelo Brique da Redenção.

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