O prefeito José Fortunati firmou compromisso de que a municipalidade irá bancar a desapropriação do imóvel que, durante o período da ditadura militar, abrigou o centro de tortura conhecido como Dopinha.
Desde 2011, movimentos de direitos humanos lutam pela criação do Centro da Memória Ico Lisboa no local.
A promessa foi feita em reuniao com o Comitê Carlos da Ré, na semana passada. O prefeito garantiu que a municipalidade irá bancar a desapropriação do prédio, que deve ser trocada por índices construtivos. Também participaram do encontro o deputado Jefferson Fernandes (PT) e das vereadoras e Fernanda Melchionna (PSOL) e Jussara Cony (PCdoB).
O local dará lugar ao Centro de Memória Ico Lisboa, em homenagem ao militante preso e assassinado pelo Regime Militar em 1972, cujos restos mortais foram descobertos por sua viúva, no Cemitério de Perus, em São Paulo, no ano de 1979.
De 1964 até 1966, a casa de número 600 da rua Santo Antônio, no Bom Fim, abrigou o primeiro centro clandestino de tortura da ditadura militar brasileira de que se teve notícia. O local veio à tona no episódio que ficou conhecido como caso das mãos amarradas.
O sargento Manoel Raymundo Soares, líder contestador do golpe, foi assassinato e seu corpo foi encontrado no rio Jacuí, com as mãos atadas em agosto de 1966.
Recentemente, o Comitê Carlos da Ré da Verdade e da Justiça denunciou que os proprietários estariam realizando obras irregulares no imóvel.
O prédio é inventariado pela prefeitura de Porto Alegre por seu interesse histórico na salvaguarda da memória e qualquer alteração precisa ser autorizada previamente.

Dopinha dará lugar ao Centro da Memória Ico Lisboa
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