Foi descerrada a placa que identifica a antiga sede do Dopinha como aparelho repressivo da ditadura militar. A cerimônia ocorreu na tarde desta quarta-feira, coordenada pelo presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke. O secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantonio, o suplente de senador Cristopher Goulart, neto do ex-presidente da República, João Goulart, e alguns ex-militares, prestigiaram o ato.
Na casa de número 600 da rua Santo Antonio funcionou o primeiro centro clandestino de tortura do cone sul. A iniciativa é parte do projeto Marcas da Memória, parceria entre o MJDH e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e marca o Dia Nacional dos Direitos Humanos.

O objetivo é resgatar a memória dos locais que serviram como aparelhos da repressão. Jair Krischke explica que a ideia é inspirada em um projeto semelhante, aplicado em Buenos Aires. “Tu andas por Buenos Aires ou Montevidéu e está tudo assinalado. Então nós começamos aqui também, para que as novas gerações saibam o que aconteceu neste local e para que nunca mais aconteça.”
O Dopinha funcionou de 1964 até setembro de 1966. Krischke explica que o centro era tocado por militares, policiais civis e alguns jovens civis, que trabalhavam infiltrados na Universidade. A existência do centro veio à tona, com o episódio que ficou conhecido como Caso das Mãos Amarradas. O sargento Manoel Raymundo Soares, líder contestador do golpe, foi assassinato e seu corpo foi encontrado no rio Jacuí, com as mãos atadas em agosto de 1966.
Este é o quarto local identificado pelo projeto. O antigo Quartel da Polícia do Exército, na Duque de Caxias, o colégio Paulo Gama, no Partenon, e a sede do Dops, no Palácio da Polícia.
Dopinha recebe placa como antigo centro de tortura de Porto Alegre
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