Edegar Pretto toma posse na Assembleia aclamado pelos movimentos sociais

WÁLMARO PAZ

A posse do novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Edegar Pretto (PT), na tarde desta terça-feira, tomou ares de uma vitória eleitoral.
Os movimentos sociais, alijados do poder desde o impeachment da presidenta Dilma Roussef, lotaram a Praça da Matriz na capital gaúcha e praticamente toda as galerias do legislativo.
O plenário do parlamento gaúcho estava tomado por representantes dos movimentos rurais, sindicatos, comunidades Eclesiais de Base.
Não faltaram vaias ao governador José Ivo Sartori (PMDB) e ao prefeito da capital Nelson Marchezan Júnior (PSDB), assim como aplausos prolongados às figuras do ex-governador Olívio Dutra (PT) e ao próprio deputado Pretto quando apareceu no recinto.
No lado externo da Assembleia um grande telão mostrava, ao vivo, a posse a centenas de trabalhadores rurais que assistiam ao evento em um ambiente festivo. Ao lado do telão o conjunto “ Os cantadores do Povo”, com gaitas e violões animava a festa só parando para se ouvir o discurso de Edegar.

Violeiros e gaiteiros festejaram a posse do deputado "colono" Foto: Luis Eduardo Gomes
Violeiros e gaiteiros festejaram a posse do deputado “colono” Foto: Luis Eduardo Gomes

 
 
dezenas de rádios do interior do Estado transmitiam ao vivo a posse do colono. foto Walmaro Paz
Dezenas de rádios do interior do Estado transmitiam ao vivo a posse do colono.
foto Walmaro Paz

O povo aplaudia as palavras de Edegar e vibrou quando ele, depois de citar as autoridades presentes, saudou um a um os seus familiares, irmãos, cunhados, irmãs, mulher e filhos.
O novo presidente lembrou ainda a memória de seu pai, Adão Pretto, um dos quatro integrantes da primeira bancada do partido dos trabalhadores no Parlamento Gaúcho e primeiro agricultor sem-terra a assumir um mandato, cujo lema continua até agora: “Um pé na luta e outro no parlamento” e o logotipo formado por uma enxada e uma caneta cruzadas.
Desde a véspera o site do MST publicava toda a trajetória de Edegar Pretto e a história de seu pai que começou em Miraguaí, no Noroeste gaúcho. Na ante sala do Plenário cerca de 15 rádios do interior do Estado utilizando equipamentos para transmissão ao vivo. No plenário, no espaço reservado à imprensa dezenas de jornalistas  de pequenos jornais acompanhavam a solenidade num clima de festa.
Lideranças falaram sobre os desafios de Pretto 

Para a Iyà Vera Soares, do Fórum Nacional de Segurança Alimentar dos Povos de Matriz Africana, o novo presidente terá uma missão difícil pela frente.

A crise política e os retrocessos sociais, na sua avaliação, exigirão do novo presidente “um olhar para as minorias e muita luta contra as desigualdades que se aprofundam”.

“Atravessamos um momento em que é preciso reconstruir e apostar no povo. Precisamos de mais oportunidades, mais respeito e menos medo. Acredito que o Edegar, pelo legado que o acompanha, terá plenas condições de fazer conosco essa travessia”, apontou.

O mesmo sentimento foi expresso pelas vereadoras Marilene Bonafé e Sirlei Rapkiewiz e pela ex-vereadora Amaura Dal Acqua, todas do município de Casca. “Vai ser uma gestão popular, com abertura e diálogo”, acredita Marilene.

Faixas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da Marcha Mundial de Mulheres e dos sindicatos de servidores públicos, ao lado do principal símbolo do MST, expuseram as lutas e compromissos que integram a trajetória política e pessoal do petista, lembrada a todo o momento pelos manifestantes, até pelos mais jovens.

“Esperamos que o Edegar tenha atitude condizente com seu viés popular e que coloque em prática o legado de seu pai, Adão Pretto”, afirmou o estudante Filipe Veiga, que viajou mais de seis horas, especialmente para acompanhar a posse.

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