Edição de 15 anos do Fórum marca um novo ciclo da luta de esquerda

A edição comemorativa de 15 anos do Fórum Social Mundial contará com 470 atividades autogestionários de mais 80 organizações. A organização do evento concedeu coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira no auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa. Uma maior representatividade das mulheres e do povo negro um dos principais pontos citados nas falas.
“Várias ideias que eram utopias em 2001 foram praticadas e se mostraram políticas de sucesso. A gente está encerrando um grande ciclo da luta de esquerda do mundo nestes 15 anos e discutindo um novo ciclo”, avaliou Mauri Cruz, representante da Abong (Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais) e membro do comitê organizador.
Mauri destacou ainda que esta edição terá maior convergências entre as atividades dos diversos campos sociais presentes. “Esse era um grande déficit no campo social. As mulheres iam para o fórum e ficavam discutindo somente as mulheres, o mesmo acontecia com o povo negro, o movimento sindical, a juventude. Estamos conseguindo construir mesas unitárias dos vários movimentos.”
 
Organizadores destacam paridade de gêneros
Outro ponto comemorado por Mauri nesta edição é uma maior igualdade de representação entre homens e mulheres na composição dos debates, enquanto nas edições anteriores a maioria dos principais nomes e era de homens, em geral, europeus. De fato, a paridade se mostrava na mesa da coletiva. Ao todo, 16 pessoas se revezaram no local de destaque, metade homens, metade mulheres.
A vereadora Jussara Cony (PC do B) reforçou que a paridade é resultado da lutas das mulheres. “Tenho certeza de que a primavera das mulheres está e estará presente no Fórum Social Mundial.” A vereadora citou a também a importância da presença de outros povos, como os curdos e palestinos e defendeu a importância da américa latina “como um polo de coalizão de forças e de lutas por um novo mundo possível, urgente e necessário.”
Em relação ao protagonismo feminino, a presidente do Conselho Municipal de Direitos das Mulheres, Vera Daisy Barcellos, destacou uma atividade cuja mesa será composta inteiramente por mulheres. O debate “Democracia, direitos, diversidade, resistência e luta” acontece na quinta-feira (21), às 14h, no Auditório Araújo Vianna.
 
Fórum da população idosa é novidade desta edição
Uma novidade na programação deste ano é o Fórum Social Mundial da População Idosa. Lélio Falcão, representante da Força Sindical e membro da organização, reforçou a importância de se debater o assunto. “O mundo está envelhecendo e o fórum não vem debatendo sobre essa questão. Falta planejamento para que não sejamos mais uma vez pegos de surpresa e tenhamos dificuldades de atender as pessoas que construíram o Brasil e nos criaram.”
As atividades debaterão temas como seguridade, saúde e lazer na terceira idade. O Fórum da População idosa inicia na sexta-feira (22) com uma atividade no Auditório Dante Barone, às 14h. No sábado, também às 14h, a atividade acontece no Auditório Araújo Vianna. O encerramento será um baile, no domingo (24), na Casa do Gaúcho.

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