Efluentes não interferem na qualidade da água, afirma indústria

As dúvidas quanto à qualidade da água em Porto Alegre – e as razões que a deixaram com gosto e cheiro ruins – continuam.
Em carta enviada a diversos órgãos públicos, a Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural) pediu providências, como identificar de onde vêm e quais são as substâncias que poluem o Guaíba.
Outra medida sugerida pela Agapan foi analisar a água em busca da presença de dioxinas e furanos nos pontos de contaminação, “incluindo – especificamente – o local de descarte de efluentes tóxicos da fábrica CMPC – Celulose Riograndense, localizada no município de Guaíba, que descarta seus rejeitos químicos industriais na água, via um duto direcionado para Porto Alegre”.
A empresa, no entanto, afirmou ao JÁ que o efluente é lançado no canal ao Sul da Capital e do município de Guaíba. Como a corrente segue na direção Sul, é improvável que alcance as áreas de captação. Segundo a própria CMPC, toda a emissão de efluentes é monitorada,  no ponto de lançamento e também logo após. “Os químicos da empresa atestam que os índices são ínfimos e a dispersão é ideal.”
A Agapan chegou a sugerir que fosse suspensa, em caráter emergencial, “toda e qualquer atividade potencialmente poluidora que intensifique a poluição da água”, além de multar os poluidores e, com o valor das multas, formar um fundo para financiar “processos e obras necessárias para devolver a balneabilidade das águas, e sirvam como instrumento pedagógico”.
Em vez de gastar R$ 150 milhões para trocar de ponto de captação de água, como foi anunciado pela Prefeitura, os ambientalistas  preferem que o recurso seja aplicado em projetos de educação ambiental e em ligações de esgotos domésticos à rede municipal.
 

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