Em 50 dias, Temer empenhou R$ 4,1 bilhões em emendas parlamentares

Entre janeiro e maio de 2017, foram empenhados R$ 102 milhões em emendas parlamentares.
Em junho, o valor saltou para R$ 2 bilhões e em julho até o dia 20 já havia atingido R$ 2,1 bilhões.
Os dados foram compilados pela organização Contas Abertas.
Em geral, as emendas parlamentares são destinadas a pequenas obras nas bases eleitorais dos políticos.
O montante efetivamente pago foi  menor. O valor total pago entre janeiro e 19 de julho foi de R$ 1,8 bilhão.
Desses, aproximadamente R$ 1 bilhão foi liberado em maio, junho e julho.
A maior parte diz respeito a emendas empenhadas em anos anteriores que foram pagas agora, mas também há recursos referentes ao orçamento deste ano
“Sem caixa, o governo está prometendo mas não está pagando. O agrado aos deputados está se dando com o empenho das emendas, na forma de promessa. Desses R$ 4,1 bilhões empenhados em junho e julho, uma pequena parte foi liberada. Mas o parlamentar imprime esse empenho e anuncia lá na rádio do seu estado que está levando tantos milhões para uma quadra de esportes ou um posto de saúde, isso é o que interessa”, explica Gil Castelo Branco, do Contas Abertas.
Os valores dos empenhos seguem mais ou menos o tamanho das bancadas nas duas Casas — para impedir interpretações de que se está atendendo a uma legenda em detrimento da outra.
O partido que ocupa o topo é o PMDB de Temer, com R$ 620,6 milhões de emendas empenhadas de janeiro a julho. O segundo lugar, no entanto, é da oposição.
Os parlamentares do PT, que tem a segunda maior bancada da Casa, tiveram R$ 460,7 milhões.
O PSDB fica em terceiro, com R$ 423,4 milhões, os partidos do centrão — PP e PR — vêm em seguida, com R$ 374,7 milhões e R$ 308,1 milhões.

O Democratas, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), teve R$192,1 milhões de emendas empenhadas, atrás de partidos da oposição como o PSB, que obteve R$ 246,1 milhões das emendas de seus parlamentares empenhadas.

O governo intensificou os gastos nos dias que antecederam a votação sobre o prosseguimento da denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Os resultados apareceram na votação do parecer sobre a denúncia de corrupção passiva. A CCJ aprovou um relatório contrário à continuação da acusação contra o presidente. O governo, no entanto, afirmou que as liberações foram procedimentos “absolutamente normais”.

 

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