Em sessão extra e sem público, vereadores aprovam aumento de contribuição dos servidores em Porto Alegre

Felipe Uhr
Eram 20h30, de 05/07, quando o voto do vereador Mauro Pinheiro (Rede) chancelou a aprovação do projeto que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores municipais de 11% para 14%.
A votação ocorreu a portas fechadas na sala 301 da Câmara Municipal de Porto Alegre, depois que servidores municipais ocuparam o plenário da Casa.

A Tropa de Choque da BM na Câmara Municipal/Felipe Uhr

A Tropa de Choque da BM foi chamada e só autorizou a entrada da imprensa e de assessores.
Manifestantes entram no plenário durante a sessão/Fotos Ederson Nunes/CMPA

O resultado foi 20 votos a favor da matéria, seis contra e uma abstenção.
Ao final da votação, o presidente da Câmara, vereador Cassio Trogildo (PTB), justificou a sessão fechada: “Presenciamos uma afronta à democracia nesta tarde”, declarou. Segundo ele, várias tratativas com a direção do Simpa foram realizadas ao longo da sessão e que o estopim dos acontecimentos foi quando os servidores tomaram o plenário impedindo o prosseguimento da sessão.
Servidores municipais lotam a Câmara Municipal/Ederson Nunes/CMPA

Trogildo não se encontrava em plenário no momento do ocorrido pois analisava junto à Diretoria Legislativa da casa um recurso solicitando a suspensão da votação. Mas deixou claro que a necessidade de uma sessão extra somente se deu após falharem as tentativas de realizar a votação no plenário Otávio Rocha.” Demos continuidade a um trabalho que foi ilegalmente interrompido”, alegou Cassio.
Vereadores da oposição consideraram ilegal a sessão extra realizada na noite da quarta-feira. “Fere o artigo 211 do regimento interno da casa”, alegou a líder da oposição Fernanda Melchiona (PSol). O artigo prevê que a convocação de uma sessão extra deve esperar pelo menos 48 horas. O presidente da casa disse que não houve descumprimento do regimento. Uma ação jurídica será impetrada para tentar anular a votação.
 

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