Estudantes no Emílio Massot : "Só sairemos quando resolverem os problemas"

Matheus Chaparini
Os alunos que ocupam o Colégio Estadual Afonso Emilio Massot, desde a manhã do dia 11, se reuniram no final da tarde, com o secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Educação, Luís Antônio Alcoba de Freitas. O representante do governo se comprometeu com as exigências mas o grupo garantiu que a ocupação segue enquanto os problemas não forem resolvidos.
As principais reclamações são o atraso no repasse de verbas pelo Governo do Estado desde o novembro de 2015, a falta de professores e funcionários na escola e o parcelamento dos salários.
O grupo ocupou o colégio às 7h. O movimento, que foi organizado pelo Grêmio Estudantil da escola, conta com adesão de diversos alunos e apoio de alguns professores. Segundo o presidente do Grêmio Estudantil Marcos Anderson da Silva Mano, no turno da manhã cerca de 300 alunos manifestaram apoio ao movimento, à tarde, foram mais 200.
A escola tem pouco mais de mil alunos ao todo. No turno da manhã, estudam os alunos do ensino médio, à tarde, os de ensino fundamental e à noite os estudantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Parcelas atrasadas já estão sendo pagas
O secretário afirmou que as parcelas relativas aos meses de novembro e dezembro foram depositadas no mesmo dia da ocupação. Freitas garantiu o pagamento da parcela de março para esta quinta-feira.
Em relação a janeiro e fevereiro, o secretário adjunto afirmou que as parcelas não foram pagas, pois a nova direção da escola ainda não havia aberto a conta e que esta situação deve ser regularizada nos próximos dias. A parcela referente a abril deve ser paga no final do mês de maio.
Reposição de professor não tem previsão
Os alunos reclamam da falta de um professor de geografia do ensino médio. O secretário adjunto afirmou que a falta do professor de geografia foi comunicada à secretaria em 5 de maio e que a substituição já está sendo providenciada, mas não deu prazo.
Freitas afirmou que há carência de mais um professor, mas que não consta no sistema, pois a saída não foi formalizada, o que impede a contratação de novo professor.
Colégio também tem carência de funcionários
Os líderes da ocupação avaliaram positivamente a reunião com o secretário-adjunto, mas a escola deve permanecer a ocupada até que as reivindicações sejam atendidas. “A nossa decisão é que vamos continuar aqui até que as garantias sejam cumpridas”, afirmou o presidente do Grêmio Estudantil, Marcos Anderson da Silva Mano.
Segundo Marcos, a falta da verba de autonomia da escola está dificultando até mesmo a aquisição de materiais de limpeza. Outro problema apontado é a falta de funcionários.
“Eu estudo aqui há dez anos e todo este tempo não tem monitor de manhã nem de tarde e o funcionário da limpeza tem que fazer as duas funções”, reclamou o jovem, queixando-se também da ausência de pessoal até nos refeitórios.
Henrique Malet, diretor financeira do Grêmio Estudantil, explica que parte da motivação dos alunos vem da falta de resposta do governo às manifestações dos professores: “A situação passou dos limites. Os professores se mobilizam, vão pra rua e não adianta nada.”

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