O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) registrou 2.803 demissões de professores das educações básica e superior, no período de dezembro de 2016 a julho deste ano.
Foram 2.043 dispensas na educação básica, que envolve os ensinos infantil, fundamental e médio, e 760, no ensino superior.
Só na Pontifícia Universidade Católica do RS (PUC/RS), naquele período, o sindicato assinou 105 demissões e 19 pedidos de desligamentos de docentes, de um quadro de 1.300 professores. A PUC não confirmou os dados. Há pouco mais de uma semana, a estimativa da universidade era de que as rescisões ficassem entre 50 e 100, conforme noticiado pelo jornal JÁ.
O total de rescisões, que inclui também pedidos de dispensa, transferências, óbitos e términos de contrato, entre outros motivos, atingiu 4.738 profissionais. Houve uma pequena queda, comparando ao mesmo período do ano passado, quando foram assinados 4.913 desligamentos.
“As rescisões ficaram na média, entre 10% e 13% da categoria, principalmente nos meses de dezembro, janeiro e julho”, diz o diretor do Sinpro/RS, Amarildo Cenci.
O quadro de professores do ensino privado no Estado gira em torno de 36 mil professores.
O presidente do Sindicato do Ensino Privado do RS (Sinepe/RS), Bruno Eiserik, diz que os motivos que estão levando as instituições a demitirem têm relação direta com a crise econômica.
“De 2014 para 2015, as instituições de ensino privado perderam 8 mil alunos, então a forma de readequar à realidade, infelizmente, é reduzir o quadro de professores”, afirma Eiserik.
O Sinepe tem 500 associados e cerca de 350 mil alunos vinculados às instituições do ensino privado.
O presidente ressalta que a queda na concessão de bolsas do FIES, o programa de financiamento estudantil do ensino superior, reflete também na redução de alunos.
“De 2015 para 2016, registramos 100 mil bolsas a menos”, revela Eiserik.
E a tendência é piorar, segundo ele, devido às alterações previstas pelo governo federal no FIES.
“Impor às instituições que assumam o risco de inadimplência, além de um pacote de descontos nas mensalidades que chegam a 25%, e o congelamento dos valores, irão reduzir ainda mais a adesão das universidades ao programa”, completa.
Ensino privado no RS demitiu 2,8 mil professores em oito meses
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