EPTC quer combater o Uber com policiais disfarçados de clientes

Hoje, na Câmara Municipal de Porto Alegre, houve uma reunião de vereadores com a direção da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação). Antes do início, o presidente Mauro Pinheiro (PT) abriu espaço para a manifestação da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi (AsperTaxi).
Walter Luiz Rodrigues Barcelos, presidente da AsperTaxi, declarou que a entidade é favorável ao projeto 145/2015, apresentado pelo vereador Claudio Janta, que visa proibir o serviço de transporte remunerado oferecido por aplicativos como o Uber. Barcelos argumentou que o dinheiro que o aplicativo arrecada na Capital vai para fora do País. “Não podemos aceitar que o transporte clandestino comece a operar, pois nós somos vistoriados rotineiramente e pagamos todas as taxas e impostos que são necessários”, disse.
O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirmou que a fiscalização se baseia na Lei Geral do Táxi. “Tudo o que é necessário para ser um permissionário da concessão está descrito ali”. Acrescentou que a lei federal que regulamentou a profissão de taxista diz claramente que é necessário permissão municipal e taxímetro aferido pelo Inmetro.
Cappellari reconheceu que o serviço de táxi de Porto Alegre deixa a desejar, mas acrescentou que a Prefeitura apoia as novas tecnologias. “Existem nove aplicativos operando atualmente. Estamos buscando uma parceria com eles para agregar mais qualidade ao serviço de táxi.”
Em Porto Alegre, são registradas cerca de 1,5 mil reclamações anuais envolvendo o serviço de táxi, segundo Cappellari, o que corresponde a pouco mais de quatro denúncias diárias.
O aplicativo Uber está em funcionamento em Porto Alegre desde quinta-feira passada, 19. A EPTC considera ilegal o serviço e afirma que vai aplicar multas e recolher os automóveis que forem flagrados oferecendo o serviço. Nesta segunda-feira, Cappellari cogitou fazer armadilhas para pegar os motoristas do Uber, utilizando policiais disfarçados de clientes.

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