EPTC recebe novo projeto de áreas de treinamento para ciclistas

Nesta segunda-feira, foi protocolado junto à EPTC um projeto para a criação de Zonas Permanentes de Treinamento para ciclistas. A iniciativa é do advogado e cicloativista Pablo Weiss. O objetivo é dar maior visibilidade aos ciclistas em treinamento.
O projeto prevê a sinalização de um trecho da Usina do Gasômetro até a Praça Comendador Souza Gomes, na Tristeza, através das avenidas Edvaldo Pereira Paiva, Diário de Notícias, Guaíba, Copacabana e Caeté, retornando pelas mesmas vias até a Rua Estevão Cruz, Av. Pinheiro Borda e Edvaldo Pereira Paiva. O outro trecho previsto é no entorno do Parque Harmonia, compreendendo as avenidas Edvaldo Pereira Paiva, Loureiro da Silva e Augusto de Carvalho.
O projeto foi entregue ao diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Capelari, que se comprometeu a analisá-lo e marcar novo encontro em 20 dias. Capelari afirmou que o projeto está em análise pelo setor de Engenharia de Trânsito e que “a sinalização teria um caráter mais informativo que regulamentar.”
O proponente afirma que a ideia não é criar uma novidade, mas “apenas que o órgão de trânsito busque elucidar o motorista em relação a algo que está na lei”. As áreas de treinamento se diferenciam das ciclovias, são pistas para ciclistas que treinam para competição ou que utilizam o ciclismo como exercício e costumam utilizar bicicletas mais velozes que as usadas como meio de transporte pela maioria dos ciclistas.
Pablo cita o artigo 58, do Código Brasileiro de Trânsito, que prevê que as bicicletas circulem nos bordos da pista de rolamento quando não houver ciclovia ou quando não for possível a utilização desta. “Como um ciclista vai transitar numa ciclovia a 40km/h? Ainda mais nas ciclovias de Porto Alegre, que tem imperfeições, piso irregular, circulação de pedestres, entre outros problemas”, questiona.
Capelari também defende que o ciclista de alta velocidade não deve transitar pela ciclovia. ”Oferece alto risco aos demais”, afirmou.
Iniciativa semelhante aguarda resposta da EPTC há 3 anos
Outra iniciativa semelhante está há 3 anos à espera de uma resposta por parte da EPTC. Em agosto de 2013, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) protocolou um Pedido de Providências à empresa pública. A solicitação era praticamente a mesma: sinalização da avenida Beira Rio como área de treinamento, além da instalação de um controlador eletrônico de velocidade.
Os argumentos que embasam os pedidos também se assemelham: o desrespeito de motoristas em relação aos ciclistas que utilizam a pista comum, e o fato de que ciclistas e triatletas utilizam a avenida Beira Rio como local de treinamento há mais de 20 anos, o que recentemente acontece também nas vias do entorno da Câmara Municipal e do Parque Harmonia.
O diretor-presidente da EPTC afirmou que este pedido será respondido juntamente com o projeto entregue ontem, após análise.
Projeto das APCCs está na ordem do dia da Câmara

Projeto do vereador Marcelo Sgarbossa está na ordem do dia na Câmara Municipal / Ederson Nunes
Projeto do vereador Marcelo Sgarbossa está na ordem do dia na Câmara Municipal / Ederson Nunes

Também de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa, tramita na Câmara um projeto que cria Áreas de Proteção aos Ciclistas de Competição (APCCs). Baseado em uma iniciativa criada no Rio de janeiro, o projeto prevê o isolamento de uma pista para as APCCs na avenida Edvaldo Pereira Paiva e nas ruas ao redor do Parque Germânia com horário sugerido das 4h30 às 7h da manhã.
Questionado sobre a posição da EPTC em relação ao projeto, Capelari disse não ter conhecimento da íntegra da proposta, mas ponderou que “fazer isolamento de faixa demanda grande ação por parte da EPTC, tem custo elevadíssimo”.
Pablo Weiss, proponente do novo projeto, preferiu não comentar a proposta do vereador.
O projeto está na ordem do dia na Câmara Municipal, que está em recesso até o dia 31 de julho.
Rack nos ônibus

No início de julho, os vereadores aprovaram por unanimidade o projeto de lei da vereadora Fernanda Melchionna e do ex-vereador Pedro Ruas (ambos do PSol) que obriga a instalação de bike racks nos veículos do sistema de transporte coletivo por ônibus do Município. Também foi aprovada a emenda 1, que inclui “regulamentação, respeitando normas de segurança e mobilidade urbana”.
Vereadora Fernanda Melchionna na tribuna do plenário
Vereadora Fernanda Melchionna mostra a experiência paulistana / Foto: Guilherme Almeida/CMPA

Conforme Fernanda, o objetivo é promover o uso da bicicleta e incentivar a integração entre os meios de transporte. “Faz-se necessária a compreensão do sistema de transporte público como um conjunto de modalidades, seja de transporte de massa, como ônibus e metrô, seja individual, como motocicletas, automóveis e a bicicleta”, afirma.
O bike rack, que é instalado na parte dianteira dos coletivos, funciona de maneira semelhante aos suportes usados em automóveis e permite que cada ônibus possa carregar até três bicicletas por vez. O mecanismo para destravar o suporte para a colocação e a retirada da carga é acionado pelo motorista do ônibus. Conforme o projeto, a SPTrans, empresa de transporte coletivo local de São Paulo que já tem experiência na instalação de bike racks, estima que toda operação envolvendo a fixação da bicicleta e o embarque do ciclista dure cerca de um minuto.
Cidades como Paris, na França, e Houston e Los Angeles, nos Estados Unidos, contam com ônibus urbanos adaptados para o transporte de bicicletas.

 

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