Estudantes do Comitê de Escolas Independentes (CEI) se reuniram na esquina democrática, centro de Porto Alegre, e marcharam até o Ministério Público, Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, pedindo o arquivamento do processo de indiciamento dos oitos estudantes que ocuparam a Secretaria da Fazenda, no dia 15 de junho e dois profissionais que cobriam o fato: o jornalista Matheus Chaparini e o cinegrafista Kevin D’arc.

Vestidos de preto e carregando um caixão, escrito democracia, eles fizeram uma pequena encenação, pediram o direito pelo manifesto à educação e criticaram o governo Estadual e a Brigada Militar.
Após o teatro, os estudantes iniciaram a marcha. À frente, três estudantes com máscaras de caveira, um vestido de vermelho segurando a balança da justiça e dois de preto.
Ao longo do trajeto vários cantos foram entoados. “Eu apanhei, eu resisti, bate de novo que não vou sair daqui” e “A luta não se reprime, protesto não é crime” foram ouvidos várias vezes.
Alguns estudantes mascarados picharam o logo do CEI e os dizeres “Arquiva MP”. Até a chegada no Ministério Público, os próprios secundaristas iam fechando as ruas para que o grupo passasse, a EPTC só chegou às 17h40 já na Aureliano.
Na entrada do prédio do poder judiciário, os estudantes acenderam velas e as prenderam em um montinho de terra colocados em cima da calçada. Um jogral reivindicando o direito de se manifestar e protestar, pedindo o arquivamento do inquérito, foi realizado. Depois alguns secundaristas discursaram no mega-fone. O jornalista Matheus Chaparini também discursou. ” Fazer protesto não é crime, jornalismo também não” encerrou o repórter que foi preso enquanto trabalhava.
Imprensa foi impedida de entrar no prédio
Após algum tempo, três estudantes e um advogado foram recebidos pelo sub-procurador de relações, Fabiano Dallazen. A imprensa foi impedida de entrar para acompanhar a reunião. Dallazen informou que até a próxima sexta-feira, o MP irá informar a data que os indiciados do caso poderão falar com o promotor que irá ou não aceitar a denúncia.
A manifestação acabou logo depois que os três estudantes voltaram da reunião e o grupo se dispersou no Largo Zumbi dos Palmares.
Dez pessoas estão indiciadas por 4 crimes: dano qualificado ao patrimônio público, resistência, associação criminosa e obstrução do trabalho.

Estudantes fazem manifestação contra criminalização dos protestos
Escrito por
em
Adquira nossas publicações
texto asjjsa akskalsa

Deixe um comentário