Exposição "Mar Negro" oferece programação paralela, no Paço dos Açorianos

A programação paralela à exposição Mar Negro foi idealizada pela cineasta e artista Patrícia Francisco para oferecer ao público a ampliação das reflexões propostas nas obras da mostra.
De junho a agosto, sob coordenação da jornalista e artista Mirele Pacheco, serão realizados encontros com quatro artistas convidados que possuem trabalhos ligados à temática. Claudia Paim, Marion Velasco, Andressa Cantergiani e Antonio Augusto Bueno apresentarão poemas, videoperformances e projeções junto ao espaço expositivo.
As atividades paralelas ocorrerão nos dias 29/06, 11/07 e 03/08 no porão do Paço dos Açorianos.
Nesta quinta-feira, 29 de junho, quem abrirá a programação é a artista convidada Claudia Paim que conduzirá uma poesia oral, intitulada “Osa Rosa Maria”. A apresentação dos escritos de Rosa Maria Gil Braga terá participação especial de Kelli Porto e Duan Kissonde.
Na terça-feira, 11/07 será a vez de Marion Velasco, iniciando às 18h30, seguida por Antônio Augusto Bueno com participação especial de seu irmão Luís Filipe Bueno, às 19h30. “Soro Nostrum em Mar Negro” consistirá na projeção de um vídeo realizado pela artista Marion Velasco no Mar Mediterrâneo. A atividade contará, também, com uma conversa performatizada realizada junto à obra “Iemanjá encontra os Pretos Velhos”, de Patrícia Francisco. Logo após, Antônio Augusto e Luís Filipe ofertarão ao público “ESCRAVIDÕES”, uma publicação produzida pela dupla incluindo texto e imagem feitos a partir do convite de Patrícia Francisco para integrar a programação paralela de Mar Negro.
 O último encontro ficará a cargo de Andressa Cantergiani no dia 03/08, a partir das 18h30, com “Inundação”, projeção da videoperformance que reúne uma série de trabalhos sobre as águas de Porto Alegre.
Provedor de memórias 
A exposição “Mar Negro” da artista Patrícia Francisco tem o intuito de buscar no Porão do Paço mais do que um espaço físico, mas uma espécie de personagem provedor de memórias de diversos tempos. Ela é composta de fotografias, performance ritual, vídeos, escultura e instalações com objetos da cultura popular e das religiões de matriz africana. A inspiração de Patrícia vem do olhar dirigido a partir de embarcações em mar aberto para Baía de Guanabara. Aí num quase exercício na linha literária de pós-memória encaminha seu pensamento para a chegada de negros escravizados no Brasil. A autoria da exposição é dividida com Povo do Cativeiro e a curadoria é de Niura Legramante Ribeiro.

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