Elas não constam da lista oficial de feiras livres, mas crescem e se espalham pela região central da cidade: são as feiras de alimentos orgânicos produzidos em assentamentos do MST , que há mais de uma década aboliu os agrotóxicos e vem aperfeiçoando as técnicas de agroecologia.
Desde outubro de 2015 funciona no espaço da associação dos servidores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (Ashclin) a feira do grupo Mãos na Terra, integrante do assentamento Santa Rita de Cássia II, de Nova Santa Rita. É resultado da integração dos produtores com o Núcleo de Economia Solidária da Ufrgs.
Além das hortaliças da estação, oferece feijão crioulo e arroz da Coopan. Ali também se encontra mel de São Gabriel e frutas silvestres dos Campos de Cima da Serra. Banana e limão sempre tem.
O preço é atraente, pois a venda é feita diretamente pelos produtores. No mesmo dia em que uma bandeja de 400 gramas de tomate cereja era vendida a R$ 9,25 numa rede de supermercados, ali o quilo custava R$ 10,00.
Funciona às quartas-feiras, das 7h30 às 16h, mas quem chega depois do meio-dia já encontra poucas verduras. Criada para atender aos servidores do hospital, acabou conquistando também parte da vizinhança. E agora tem reprise aos sábados, das 9h às 13h, na rua Rômulo Teles Pessoa, em Petrópolis (atrás do restaurante Barranco).
No Campus Central da Ufrgs, quem faz a feira é o assentamento São Sepé, de Viamão. E quem perde as feiras ainda tem a opção de comprar na loja da Reforma Agrária do Mercado Público, abastecida de hortaliças às terças, quartas e sextas-feiras.
Feiras de orgânicos produzidos em assentamentos ganham espaço
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