A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emitiu licença autorizando a empresa Nidera Sementes a construir um terminal portuário em Canoas, à beira do Rio do Sinos, para recebimento, armazenamento e expedição de grãos.
“O empreendimento é de grande importância, pois irá retirar das rodovias centenas de caminhões que hoje transportam grãos para o porto de Rio Grande, otimizando a utilização das hidrovias no Estado”, argumenta a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e presidente da Fepam, Ana Pellini.
O terminal terá capacidade para armazenar de 90 mil toneladas de grãos. Terá cais de atracação, sistemas de recebimento, pesagem, amostragem, transporte e armazenamento de grãos, além de prédio administrativo.
Vai operar na estrada da Prainha, com acesso pela rodovia do Parque. Terá uma área construída de mais de 56 mil metros quadrados e ocupará uma área total superior a 140 mil metros quadrados. Prevê contratar 62 funcionários.
O empreendedor deverá submeter à aprovação do Departamento de Biodiversidade da Sema, projeto de Reposição Florestal Obrigatória em que se comprometerá com o plantio de 764 mudas de espécies nativas da região.
Outras contrapartidas ao município de Canoas incluem obras de revitalização da Prainha, como a pavimentação do acesso ao local e estruturação da rede de esgoto.
A Nidera é uma empresa de origem holandesa quase centenária. Em 1930, uma parte da família mudou-se para Argentina e inaugurou a Nidera S.A., em Buenos Aires. Em 1950, passou a fazer negócios com o Brasil e na década de 60 a empresa estabeleceu um escritório em São Paulo.
Três anos mais tarde, o aquecimento das exportações brasileiras de grãos levou a Nidera a criar a Nidera Brasil Grain and Oil (BG&O). Segundo a empresa, é a trading que mais cresce no país.
Em 2010, a empresa criou uma nova unidade de negócios focada em Nutrientes e Proteção de Cultivos, a Nidera NPC. “Da semente ao grão, a Nidera está presente em toda a cadeia do agronegócio”, anuncia a empresa.
Hoje, tem no Brasil uma dúzia de unidades de pesquisa e de beneficiamento de soja e milho, além de lavouras (duas ficam no norte gaúcho).

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