
Naira Hofmeister
O Governo Fogaça lançou nesta terça-feira, 4 de julho, o priemrio projeto na área cultural criado nessa gestão. Trata-se do Festival de Inverno, que terá intensa programação, de 24 a 30 de julho. O secretário municipal de cultura, Sergius Gonzaga, anunciou o programa, que vai reunir nomes da cena cultural gaúcha, nacional e inclusive de países vizinhos em torno do debate cultural e resgate histórico das práticas artísticas desde a época clássica até a contemporaneidade.
“A idéia é que seja uma alternativa ao tédio que se instala em função das férias escolares, onde a cidade se esvazia e os cinemas oferecem basicamente atrações infanto-juvenis”, argumentou Sérgius. Inspirado no tradicional Festival de Ouro Preto, que representou uma válvula de escape durante os anos da ditadura, o evento gaúcho vai estabelecer um debate de idéias a respeito da arte, unindo entretenimento, áreas acadêmicas e cursos práticos.
“Ano passado fizemos um teste, sem divulgação nenhuma, e oferecemos três cursos que tiveram lotação de mais de cem pessoas”, conta o secretário. Foi a confirmação de que a cidade necessitava de alternativas culturais nessa época.
Cinema, música, história, literatura, psicanálise, mitologia: durante os seis dias de festival os teatros da capital receberão especialistas na mais diversas áreas culturais como o urbanista e ex-prefeito curitibano Jaime Lerner, o economista Paulo Rabelo de Castro, o músico e poeta carioca Jorge Mautner e os escritores argentinos Horácio Gonzalez e Martin Kohan – estudioso da obra de Jorge Luis Borges.
Os nomes da cena local de cultura não ficam devendo em nada para os convidados: os historiadores Paulo Vizentini, Sandra Pesavento e Sérgio da Costa Franco; o crítico de cinema Luís Carlos Merten, o psicanalista Abrão Slavutsky, e músicos como Nei Lisboa, Geraldo Flach, Vitor Ramil e Bebeto Alves, Gelson Oliveira, Nelson Coelho de Castro e Totonho Villeroy, que retomam o espetáculo Juntos.
Os gaudérios também terão espaço, através do curso Música no Rio Grande do Sul, comandado por Juarez Fonseca e Vinícius Brum, que terá a participação inédita do grupo nativista Tambo no Bando, entre outros convidados.
A maioria das atrações vai custar R$ 10,00, mas haverá também atividades com entrada gratuita, inclusive um workshop de guitarra, com o baiano Pepeu Gomes, e o ciclo Brasil, país do futuro (que nunca chega), que terá a participação de Jaime Lerner, Paulo Rabelo de Castro, Gustavo Iochpe, o jurista Miguel Reale e o escritor Peninha debatendo os rumos do país nas áreas da educação, economia, violência, cultura e urbanismo. “Esse é um dos debates mais ousados, pois estaremos estabelecendo um diálogo franco e com grandes nomes contemporâneos”, opina o secretário.
Todas as atividades acontecerão no Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575) e nas salas Renascença e Álvaro Moreyra – no Centro Municipal de Cultura – onde também serão realizadas as inscrições, na loja da Ilhota Livros (Av. Érico Veríssimo, 307) além da Casa Torelly (Av. Independência, 453), a partir do dia 10 de julho. Os ingressos para os shows começarão a ser vendidos no dia 17. As atividades gratuitas terão senhas distribuídas até 30 minutos antes do início do evento, no local.

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