Dois fatos desta semana indicam um sutil movimento no bloco das corporações de mídia, que até pouco parecia monolítico:
1) A charge de Laerte na Folha de São Paulo, na terça, 16, sobre o “Triplex dos Marinho”
2) As declarações do editor-executivo da mesma Folha, Sérgio Dávila, nesta quinta-feira, 18.
Abrindo um evento comemorativo dos 95 anos do jornal, Dávila surpreendeu ao dizer que a Folha “defende a regulação econômica das atividades da comunicação no Brasil para evitar monopólio”.
“O que o jornal não apoia é qualquer tentativa de controle sobre o conteúdo”, afirmou o editor, que entretanto, acrescentou que a publicação é favorável a uma autorregulamentação “para casos omissos”.
É a primeira vez que a FSP toma uma posição explícita neste sentido.
Com a charge de Laerte, a Folha furou o bloqueio de silêncio em torno da mansão da família Marinho em Paraty, que é alvo de um processo por crime ambiental desde 2008 e nunca mereceu uma linha nos grandes veículos de comunicação. .
A declarar-se pela “regulação econômica da mídia”, a Folha descola mais um pouco do bloco, principalmente da Globo que é o alvo principal da regulação econômica defendida pelo governo para combater os monopólios e oligopólios midiáticos.
São sinais importantes, que começam a minar uma espécie de “pensamento único” que se formou na imprensa nos últimos anos.
Folha se afasta da Globo ao defender regulação econômica da mídia
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