O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, revelou que uma força tarefa já está trabalhando para tentar impedir a formação uma bancada de milicianos no Rio de Janeiro durante estas eleições.
“Corremos esse risco sim. É real”, disse Jungmann, em entrevista ao programa Roda Viva, nesta segunda-feira..
O ministro informou que “há um grupo de trabalho no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral, formado por representantes do Ministério da Defesa, pela Polícia Federal e pela ABIN para identificar esses lugares e procurar atuar antes”.
Esse seria um “filtro pré-eleições”. Um outro “filtro pós-eleição”, vai analisar a relação entre votos e áreas sobretudo dominadas por milicias e tentar identifiicá-los, segundo Jungmann.
“Se você controla o território, você controla o voto, controla aquela população”, disse o ministro ao descrever a diferença entre a atuação das milícias e do tráfico de drogas no processo eleitoral.
“O tráfico domina uma área. Se você é candidato, você paga um preço para desfrutar dos votos daquela área. A milícia, talvez por estar muito mais próxima da polícia, e ter uma visão mais apurada do processo político eleitoral, começa a eleger seus representantes e aliados”.
Jungamann falou também sobre possíveis ligações entre as facções criminosas do Rio de Janeiro e políticos. Segundo o ministro, o envolvimento entre as duas partes existe e “é sabido”.
O caso estaria sendo investigado pelas forças de intervenção no Rio, com um inquérito sigiloso em andamento, feito em parceira entre a polícia fluminense, Ministério da Defesa e Ministério Público Federal (MPF).
Esse envolvimento entre o crime organizado e políticos seria, segundo Jungmann a razão da lentidão ou paralisação de “60 inquéritos” sobre a atuação das milícias fluminenses.
O ministro estimou que uma população de 1,1 milhão de moradores em 800 comunidades diferentes no Rio de Janeiro vivem em situação de “exceção”, que também seriam utilizadas como massa de votos pelas milícias.
Durante a eleição de 2016, pelo menos 11 pré-candidatos foram assassinados na Baixada Fluminense por traficantes ou por milicianos, segundo um estudo da Unirio.
Eleições 2018: Força tarefa tenta impedir que milicianos formem bancada no Rio de Janeiro
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