“Ao anunciar a venda de ações ordinárias e preferenciais até o limite de 49% da composição acionária do Banrisul, o governo Sartori comprova que a instituição financeira sempre esteve na mira e nos projetos de entrega do patrimônio público”. A avaliação é do coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, deputado estadual Zé Nunes (PT), para quem a medida significa abrir mão de receitas futuras permanentes em consequência da incapacidade de buscar fontes alternativas de recursos.
Segundo a avaliação da Frente, mesmo que mantenha o controle do Banrisul – determinado pela Constituição estadual – o governo Sartori abdica de dividendos e lucros gerados pelo banco. Em 2014, foram R$ 248 milhões; em 2015, 228 milhões e, em 2016, R$ 153 milhões em dividendos recebidos pelo governo. “Significa vender o futuro para financiar o presente”, avalia Nunes.
“Na semana passada, surgiu a notícia do encerramento de agências em todo o país. Agora, a venda de ações. Qual será o próximo ataque ao Banrisul? ”, questiona o parlamentar. Zé Nunes tem advertido desde o início do processo de renegociação da dívida do Estado com a União que a intenção é incluir a instituição no rol de privatizações acordadas, hipótese admitida até mesmo pelo ministro Henrique Meirelles, mas reiteradamente negada por José Sartori.
“Não podemos ficar tranquilos, pois o governador desejou vida longa à TVE pouco antes de encaminhar o projeto de extinção da Fundação Piratini e de outras à Assembleia”, recorda Nunes.
O deputado enfatiza que a Frente Parlamentar continuará trabalhando para manter o caráter público do Banrisul, presente em 98,5% do território gaúcho, sendo a única agência bancária disponível em 96 cidades. Na sua opinião, o governo dispõe de fontes alternativas de recursos, a exemplo da cobrança dos créditos da Lei Kandir, que somariam R$ 46 bilhões.

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