O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, reassumiu o cargo nesta segunda-feira (13), depois da licença médica de 21 dias. O ministro passou por uma cirurgia para retirada da próstata.
Ele fez tudo para demonstrar que era uma volta normal, inclusive participando de uma reunião com o presidente Michel Temer, os ministros Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Osmar Serraglio (Justiça) e Raul Jungmann (Defesa), para discutir segurança pública e combate ao crime organizado.
Segundo a agenda divulgada, ele tem às 17h30, um encontro com os líderes do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), no Congresso, André Moura (PSC-SE), na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o líder da maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES) para discutir a reforma da Previdência.
A reunião mais importante, porém, não consta da agenda oficial: será um encontro a sós com o presidente Temer, no Planalto, para decidir se ele vai se manifestar sobre as denúncias de José Yunes, amigo de Temer e do ex-executivo da Odebrecht, José de Carvalho Filho.
Carvalho confirmou ao TSE, na sexta-feira, que Padilha acertou pessoalmente com Claudio Mello Filho, ex-vice presidente de relações institucionais da empreiteira, a entrega de parte dos R$ 10 milhões repassados ao PMDB em 2014.
Segundo delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, o envelope continha dinheiro. Yunes disse desconhecer o conteúdo do envelope, entregue no escritório dele, segundo afirmou, a pedido de Eliseu Padilha, e retirado posteriormente por um emissário.
Em Brasilia, circula a informação de que para preservar Temer no processo do TSE, Padilha terá que ser sacrificado, com a perda do cargo.

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