Matheus Chaparini
Em exatos sete dias, entre a sexta-feira da semana passada e esta quinta, a gestão do prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Júnior teve três novas demissões: do procurador-geral do Município, do diretor-geral do DMLU e do diretor de Jornalismo da Prefeitura, que ficou apenas três semanas no cargo.
A mais recente ocorreu ontem. A Prefeitura confirmou a demissão do diretor-geral do DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana), Álvaro de Azevedo. Sua saída foi uma decisão da gestão, segundo a assessoria da Pasta. Advogado especializado em direito ambiental, Azevedo foi escolhido pelo banco de talentos e nomeado por Marchezan em fevereiro. Em seu lugar, assume o DMLU o consultor empresarial Adenir Matos dos Santos, formado em Ciências Contábeis e com pós-graduação em Administração Hospitalar pela PUCRS.
Na sexta-feira, dia 16, três semanas após assumir como diretor de jornalismo, Alexandre Bach deixou o cargo. Bach havia sido assumido no dia 25 de maio. O Diário Oficial trouxe sua nomeação depois que ele havia deixado o cargo.
“Não houve crise alguma na minha saída, a decisão foi minha porque não consegui conciliar o trabalho na Prefeitura com a atividade que priorizei desde que saí da RBS, a produção de livros”, justificou o jornalista.
Também na sexta, 16, a gestão Marchezan havia sofrido uma importante baixa. Bruno Miragem deixou o cargo de Procurador-Geral do Município antes do governo municipal completar seis meses. Saiu por razões pessoais, segundo a Prefeitura. Miragem foi um dos primeiros nomes anunciados pelo prefeito Marchezan, ainda antes de tomar posse. Foi substituído pela advogada e professora de Direito Eunice Nequete.
Advogado e consultor jurídico, Miragem representou a Falconi em um processo de 2014, quando a Justiça suspendeu um contato de R$ 2 milhões entre a empresa de consultoria e a Prefeitura de Pelotas. Em Porto Alegre, a Falconi atuou junto à Prefeitura através da organização Comunitas, cujo contrato foi suspenso pela Justiça.
A reportagem do JÁ buscou o contato com Álvaro de Azevedo e Bruno Miragem, mas não foram localizados.
“Motivos pessoais” geram demissões
As três demissões registradas nos últimos dias não foram as primeiras destes primeiros meses de governo. No início de maio outro importante nome da gestão havia se demitido. Kevin Krieger coordenou a campanha vitoriosa de Marchezan, era secretário de Relações Institucionais e Articulação Política e considerado braço direito do prefeito Marchezan. Também saiu alegando motivos pessoais. Semanas antes, Krieger havia feito chegar aos jornais seu descontentamento. Estaria se sentindo escanteado.
Em fevereiro, a baixa foi na Carris. Após 20 no cargo, o presidente nomeado por Marchezan pediu para sair. Luís Fernando Ferreira tinha o perfil para a vaga: empreendedor, selecionado através do banco de talentos, especializado em gestão de empresas em crise. Assumiu com a missão de reverter os maus resultados acumulados pela Carris nos últimos anos. Pediu demissão 20 dias depois.
Em março, o adjunto da Secretaria Municipal de Administração foi demitido. Carlos Fett ocupava cargo em comissão desde a gestão Fortunati. Em paralelo, atuava como pré-reitor de assuntos institucionais do grupo Facinepe, investigado pelo Ministério da Educação por suspeita de irregularidades em cursos de pós-graduação.
Gestão Marchezan tem três baixas em uma semana
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