Prestes a assumir a presidência do País, Michel Temer já tem pelo menos 14 nomes definidos em seu Ministério. Entre os confirmados estão políticos conhecidos, alguns já comandaram pastas nos governos de FHC, Lula e inclusive de Dilma. Também compõe a lista, políticos citados e investigados na Lava-jato, condenados por desvio de dinheiro público e indiciados por lavagem de dinheiro, improbidade administrativa, entre outros atos irregulares.
Há também três inquéritos, contra os próximos ministros que foram arquivados pelo STF. Confira abaixo a lista dos ministros e um breve histórico de cada um.
Henrique Meirelles – Ministério da Fazenda
Meirelles foi presidente do Banco Central durante o governo Lula. Saiu no quarto mês de mandato da presidente Dilma mas continuou no governo, atuando pelo Conselho Público Olímpico durante 4 anos quando coordenou os investimentos para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em 2010, foi indiciado pelo Ministério Público por crime contra a ordem tributário.
Romero Jucá – Ministério do Planejamento
O atual Presidente do PMDB (Temer se licenciou) ocupará a pasta do Planejamento. Foi líder no Senado dos governos FHC, Lula e Dilma além de ter exercido o cargo de Ministro da Previdência Social durante o governo Lula em 2005. Atualmente é um dos investigados na Lava-Jato.
Eliseu Padilha – Casa Civil
Foi ministro dos Transportes de FHC e ocupou entre 2004 e 2005 o Ministério da Aviação Civil, no governo Dilma. Será chefe da Casa Civil por ser um grande estrategista político além de ser da confiança de Temer. Foi um dos investigados no caso da Máfia dos Precatórios do DNER que ainda corre na Justiça sem ter punido ninguém.
Geddel Vieira Lima – Secretaria de Governo
Sempre filiado ao PMDB, ocupou o Ministério da Integração Nacional durante três anos do segundo mandato do governo Lula (2007-2010). Também ocupou cargo na Caixa Federal em 2011. Está Sendo investigado na Lava-Jato acusado por favorecer a empresa OAS.
Blairo Maggi – Ministério da Agricultura
Foi Governador e agora é Senador pelo Mato Grosso. Agrônomo e empresário do ramo da Soja. Não tem seu nome bem quisto por ambientalistas e ativistas que o acusam de promover o desmatamento e destruição da Floresta Amazônica. É o atual relator da PEC que derruba o licenciamento Ambiental. Recentemente teve arquivado pelo STF um inquérito que o acusava de lavagem de dinheiro.
Mauricio Quintella – Ministério dos Esportes
Deputado Federal por Alagoas desde 2003. Nesse período foi Secretário de Estado da Educação (até 2005). Foi denunciado por uma ação do Ministério Público de desvio de mais de R$ 52 milhões que eram repassados pelo governo Federal ao estado de Alagoas. Em 2010 teve seus bens bloqueados pela Justiça. Em novembro de 2014 foi condenado, junto a outros nove envolvidos, a devolver 133 milhões de reais a União.
José Serra – Ministério de Relações Exteriores
Ministro da Saúde no governo FHC na década de 90. Na última década foi prefeito e Governador de São Paulo e Senador, cargo que ocupa hoje. Na última sexta-feira, segundo o site do Estadão, o STF recebeu uma investigação envolvendo Serra e outros dois ex- prefeitos de São Paulo (Marta Suplicy e José Kassab) por improbidade administrativa. O caso é novo e ainda terá capítulos a frente.
Ricardo Barros – Ministério da Saúde
Deputado Federal pelo estado do Paraná, também foi prefeito de Maringá entre 1989 e 1993. Fez parte do governo Beto Richa, quando foi secretario de estado. Está sendo investigado pelo STF por querer influenciar licitações de Publicidade com a Prefeitura de Maringá em 2010. Votou a favor do Impeachment no Congresso.
Osmar Terra – Ministério Social
Deputado Federal pelo PMDB, já foi secretario da Saúde no Rio Grande do Sul no governo Yeda Crusius. Foi denunciado pelo Ministério Público Federal por sonegar documentos durante sua administração na saúde. O STF rejeitou a denúncia.
Mendonça Filho – Ministério da Educação e Cultura
Já foi governador, vice-governador e deputado estadual de Pernambuco. Desde 2011 é deputado federal pelo PP. Foi acusado de cometer crime eleitoral em 2010, rejeitado pelo STF. Também teve seu nome citado nas investigações da Lava-Jato por ter recebido dinheiro de empresas acusadas na Operação.
Bruno Araujo – Ministério das Cidades
Deu o voto de número 342 que estabeleceu formalmente o prosseguimento do Processo de Impeachment ao Senado. É deputado federal por Pernambuco desde 2007. Foi um dos políticos que recebeu doações da Odebrecht divulgadas pela Lava-Jato. O parlamentar alega que foram doações legais de campanha.
Gilberto Kassab – Ministério das Ciências e Tecnologia (Comunicações)
Foi ministro das cidades no governo Dilma. Já foi Deputado Federal e Prefeito da cidade de São Paulo. Está citado no encaminhamento recebido pelo STF, acusado de improbidade administrativa, junto com o Senador José Serra que também governou a cidade de São Paulo.
Alexandre de Moraes – Ministério da Justiça e Cidadania
Atual secretario da Segurança no Governo Alckmin em São Paulo. Advogado, ocupou secretarias de governo por seus atributos técnicos já que não é político de carreira. É acusado pelo Procurador do Ministério Público de São Paulo, Matheus Baraldi Magnani, de coação. Segundo o procurador, Alexandre de Moraes moveu diversas ações e medidas persecutórias, após Magnani ter denunciado crimes graves cometidos pela Policia Militar de SP, em um audiência pública de 2012.
Sarney Filho – Ministério do Meio Ambiente
Filho do ex-presidente José Sarney, é deputado federal do Maranhão desde 1983 (8 mandatos). Já esteve no comando da pasta durante o governo FHC. Em 2009 foi indiciado pela Policia Federal por lavagem de dinheiro, na Operação Boi Barrica. Teve também seu nome citado por formação de quadrilha e tráfico de influência.
Governo Temer: nenhum ministro acima de qualquer suspeita
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