Grupo terrorista uruguaio ameaça defensores dos direitos humanos

Um grupo autodenominado “Comando general Pedro Barneix” enviou uma mensagem via internet ameaçando de morte o ministro da Defesas do Uruguai, Jorge Menéndez, e outras onze pessoas, entre elas o brasileiro Jair Kritsche, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, com sede em Porto Alegre.
“O suicídio do general Pedro Barneix não ficará impune, não se aceitará nenhum suicídio mais por injustos processos. Para cada suicídio de agora em diante, mataremos três escolhidos da seguinte lista”, dizia o texto recebido via e-mail pelo juiz  Jorge Díaz.
O fato foi revelado pelo semanário Brecha, de Montevidéo, no início de fevereiro, confirmado pelas autoridades na semana passada.
O general Pedro Barneix foi condenado pela morte de Aldo Perrini, militante assassinado sob tortura, durante a ditadura uruguaia (1976-1983). O general suicidou-se em 2015,  minutos antes de ser preso em sua casa em Montevidéo.
O brasileiro Jair Krischke está na lista, provavelmente,  por sua atuação decisiva para a prisão do ex-coronel uruguaio Manuel Cordero, que foi condenado a 25 anos de prisão por várias mortes no âmbito da Operação Condor.
A mensagem foi enviada através de uma plataforma chamada Tor que oculta a fonte do e-mail.  Alguns dos nomeados na nova ameaça interpretam que esse suposto “Comando general Barneix” é uma maneira de marcar que continuam ativos.
Na lista figuram o ministro da Defesa do Uruguai, Jorge Menendez, o procurador Jorge Diaz, a ex-procuradora Mirtha Guianze, a professora Belela Herrera, os advogados Oscar Lopez Goldaracena, Paulo Chargonia, João Errandonea, Frederico Alvarez, João Fagundes e Hebe Martinez, o jurista francês Louis Joinet, a investigadora italiana Francesca Lessa e o brasileiro Jair Kristchke.
Segundo Krischke, as ameaças partem dos “órfãos de Eleutério Fernandez Huidobro, o ex-ministro da Defesa que os protegia”.
Huidobro, ex-militante do grupo guerrilheiro Tupamaro, foi ministro do primeiro governo de Jose Mujica e, no governo, passou a questionar os processos de resgate dos crimes do regime militar. Morreu em agosto passado. O ministro atual, Menendez tem outra postura sobre as violações aos direitos humanos durante a ditadura.
O atual ministro anunciou há um ano a reativação dos chamados  “Tribunais de Honra” para os militares processados.

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