A 20ª Marcha dos Sem saiu com o mote “Não vai ter golpe”. Em Porto Alegre foi hoje à tarde. Foram de duas mil pessoas, segundo a polícia militar, a oito mil manifestantes, segundo a organização da marcha.
A temperatura superava os 30ºC, a sensação térmica sob o sol forte era mais. A caminhada partiu por voltas das 15 horas da Rótula das Cuias, junto ao Parque Harmonia, em direção ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, no centro da cidade. Ali, sucederam-se discursos de líderes sindicais e políticos contrários ao impeachment da presidente Dilma.
“É um momento de luta de classes. Não é só pela defesa de Dilma. É uma luta contra o retrocesso” disse Vagner Freitas, presidente da CUT Nacional, convocando para ato na quarta feira (16), marcado no calendário como o Dia Nacional da Luta contra o impeachment.
“A sociedade não sabe por onde ir”, disse João Pedro Stédile, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), para quem “ser contra o impeachment é uma necessidade democrática”.
O que mais se ouvia na multidão era “fora Cunha” e “não vai ter golpe”. Não faltaram críticas ao governo do Estado. Ainda fazia calor quando o ato terminou, por volta das 17 horas, com a execução do hino nacional.
“Vem pra rua” recua
No mesmo horário, a assessoria de imprensa do movimento “Vem pra Rua”, a ala pró-impeachment da sociedade, emitia um comunicado curto: “Os atos de apoio à operação Lava Jato organizados pelo Vem Pra Rua para o dia 12 estão cancelados”.
A abertura do leque de envolvidos identificados pela Polícia Federal baixou o moral do movimento, que optou por poupar munição e tentar fortalecer a manifestação agendada para domingo, gritando “fora Dilma” para “pressionar o STF”.
STF mantém decisão
No Supremo Tribunal Federal (STF), a tarde acabou com o ministro Edson Fachin negou pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff volte a tramitar. Fachin reafirmou que a Corte vai julgar na próxima quarta-feira (16) a legalidade da Lei 1079/50, que define as regras do procedimento de impeachment.
Na decisão, Fachin explicou que a suspensão de sua liminar é desnecessária, pois o plenário vai julgar se referenda a decisão na próxima semana. Ele também admitiu o PT, o PSDB e o DEM no processo. Assim, esses partidos também poderão se manifestar sobre a legalidade da norma.
Na última quarta-feira (9), o ministro suspendeu a tramitação do pedido de impeachment de Dilma até o próximo dia 16, quando a Corte deve julgar, a pedido do PCdoB, partido da base aliada do governo, a validade da Lei 1.079/50.
Impeachment: começou o embate nas ruas
Escrito por
em
Adquira nossas publicações
texto asjjsa akskalsa

Deixe um comentário