Imprensa e empresários já aceitam o pacote de Yeda

Uma das primeiras providências da governadora Yeda Crusius para aprovar o pacotaço foi reunir-se com os dirigentes das principais empresas de comunicação, para acalmar a mídia, sempre pré-disposta a combater com fúria qualquer aumento de imposto.
Seu discurso não tinha nada que os dirigentes midiáticos não soubessem: a situação é muito grave, a máquina pública se torna ingovernável, a crise já está comprometendo a economia estadual, enfim, prejuízo para todos.
Reservadamente, chegou aos donos da mídia a melhor notícia do ano (para eles): o edital de publicidade do governo será publicado ainda em outubro. Se for o mesmo valor do ano passado, é coisa de R$ 60 milhões. A esta altura do campeonato não será possível aplicar esse volume até dezembro, mas a publicação do edital significa que foi derrubada a tese professada por influentes membros do governo – de que não tem sentido um governo falido gastar tanto em propaganda.
Não por acaso, a imprensa adotou desde o início um tom positivo, falando em “ajuste fiscal” e “pacote contra a crise”, em vez de tarifaço, como fez da outra vez.
Também os empresários mereceram uma abordagem especial. Para começar a conversa, o governo mostrou que as isenções fiscais no Estado superam os R$ 6 bilhões por ano. Equivalem a meio ano de arrecadação. Depois acenou com a possibilidade de ampliar as privatizações e extinção de empresas, bandeiras sempre caras aos empresários. Além disso, alguns segmentos, que tem dinheiro a receber do governo, apoiaram imediatamente.
Quanto aos deputados…Os líderes da oposição dizem que a governadora terá dificuldades, apesar da cômoda maioria. Não é bem assim. Apesar de haver descontentamento entre os pedetistas e pefelistas, a maioria dos deputados governistas tendem a ser sensatos, principalmente quando há algumas emendas a negociar. É bom lembrar também que no ano que vem há eleição nos municípios, onde todos os deputados têm interesse. Governo sem dinheiro em ano de eleição só serve à oposição.
Quanto às demais medidas, são mais para dourar a pílula. Algumas são discutíveis do ponto de vista legal, outras são impraticáveis e outras são inócuas.

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