A pesquisa sobre investimentos na indústria gaúcha, feita anualmente pela Fiergs, revela para este ano um cenário ainda pior do que do ano passado.
Os dados foram colhidos entre 21 de novembro e 9 de dezembro do ano passado e divulgados nesta terça-feira, 14.
O resultado mostra que apenas 59,9% das empresas consultadas pretendem fazer algum investimento em 2017. É o menor índice obtido pela pesquisa desde 2010.
Além disso, a maior parte das iniciativas (68,3%) não envolve novos projetos, devendo concentrar os investimentos em projetos já em desenvolvimento.
A incerteza econômica é o motivo da cautela para a maioria dos entrevistados (92,2%), seguida pela reavaliação da demanda/ociosidade elevada (64,2%) e o custo do crédito/ financiamento (43,2%).
“A principal razão é a incerteza econômica, a ociosidade elevada e o alto custo do crédito. Esses fatores fizeram com que os investimentos fossem adiados e os realizados, em sua maioria, foram com recursos próprios”, afirma o presidente da entidade, Heitor José Müller.
Entre as indústrias que pretendem investir, a quase totalidade (91,7%) vai aplicar na compra de máquinas e equipamentos.
As aquisições de importados serão maioria (78,8%), mas devem recuar na comparação com anos anteriores.
Os investimentos seguirão direcionados prioritariamente ao processo produtivo (40,7%), introdução de novos produtos (20,3%) e aumento da capacidade da linha atual (19,5%). A principal meta seguirá atender ao mercado doméstico (62,3%).
Apenas 62,2% das empresas da indústria de transformação investiram em 2016, menor valor desde o início da pesquisa, em 2010.
As compras de máquinas e equipamentos registraram resultados semelhantes ao de 2015 (87,2%), sendo que o processo de substituição das importadas pelas nacionais ganhou força. A dependência de recursos próprios para investimentos foi recorde (73,7%).
(Com informações da assessoria de imprensa)
Indústria investe menos e adia novos projetos no RS
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