Nesta terça-feira, acontece a segunda audiência do processo em que seis integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público são acusados por supostos atos ocorridos durante as manifestações contra o aumento das passagens, em 2013. A audiência acontece às 14h, no Foro Central.
São acusados de formação de organização criminosa para prática de furto, depredação do patrimônio público, agressão e uso de explosivos. As defesas dos réus negam que tenham cometido os crimes. Os réus são Lucas Maróstica, Gilian Cidade, Rodrigo Brizolla, Alfeu Neto, Jose Vicente Mertz e Matheus Gomes.
“Querem nos condenar em um processo sem provas. Não há nenhuma foto, vídeo, fala pública nossa, nada que consiga dizer que cometemos estes crimes”, afirma Matheus Gomes, que na época era coordenador geral do DCE da UFRGS e dirigente nacional da juventude do PSTU.
Na primeira audiência, em fevereiro de 2017, foram ouvidas testemunhas de acusação. Nesta terça-feira, deve ser concluída esta etapa. Entre as testemunhas da acusação, estão policiais civis e militares, guardas municipais, um comerciante que teve a loja depredada e um jornalista, que era repórter da rádio Gaúcha na época. As testemunhas de defesa e os réus ainda não foram ouvidos.
“Nos acusam com base na teoria do domínio do fato, quando se pune o mandante da ação de forma igual ou superior aos executores, como se nós fôssemos mandantes. O que não combina com a lógica daquelas manifestações”, afirma Gomes.
O Bloco de Luta pelo Transporte Público foi formado a partir da articulação de diversos grupos como partidos políticos, sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais. O Bloco convocou uma série de manifestações em Porto Alegre contra o aumento das tarifas do transporte público.
O movimento cresceu rapidamente e chegou a manifestações com dezenas de milhares de pessoas nas ruas de Porto Alegre, onde as “manifestações de junho” começaram em abril, expandiram-se para outras metrópoles e culminaram numa onda nacional em junho de 2013.
Os fatos apontados no processo dizem respeito à manifestação ocorrida no dia 27 de junho de 2013. A acusação é de depredação do Palácio da Justiça, no Centro da Capital. Entretanto, Gomes acredita que antes disso, as lideranças do bloco já vinham sendo monitoradas. Ele relata que em abril daquele ano, quando ele e outros integrantes do bloco foram chamados à delegacia pela primeira vez, já havia uma investigação em andamento sobre eles e a atuação dos movimentos políticos que compunham, com a clássica tática de manter agentes infiltrados.
Um manifesto contra a criminalização dos integrantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público está sendo lançado, e já conta com centenas de assinaturas de pessoas físicas e entidades.
Segue processo de integrantes do Bloco de Luta pelas "manifestações de junho"
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