
O Ministério Público exige a proteção acústica do auditório
(Fotos: Helen Lopes/Arquivo/JÁ)
Naira Hofmeister
Prometido para o final do mês de julho, a publicação do edital para seleção de propostas para reforma e administração do Araújo Viana será novamente adiada. É que o Ministério Público está cobrando da Secretaria Municipal de Cultura a inclusão do projeto acústico para o auditório.
A medida segue decisão da Justiça de 2004, que determina proteção contra a poluição sonora causada em eventos, como reclamavam moradores da região, que acionaram a Promotoria do Meio Ambiente a ingressar com uma ação civil pública.
Segundo a secretária adjunta da Cultura, Ana Fagundes, o edital contemplava a proteção acústica do auditório, mas não nos termos que o Ministério Público exige. “No nosso projeto, 60% do barulho seria absorvido, porém, o MP trabalha com a quase totalidade”.
Com a imposição judicial, já não é possível prever um prazo mínimo para a liberação das novas regras. Ainda assim, Ana Fagundes acredita que não será muito longo. “Não precisaremos fazer um novo projeto, apenas adequar o que temos”.

O novo projeto de reforma deverá ser mais caro e pode diminuir o número de interessados
Mesmo demonstrando tranqüilidade, a secretária revela uma preocupação. “O problema é que isso vai encarecer o projeto e as chances de não termos empresas interessadas são ainda maiores”. A expectativa é que na semana que vem já sejam conhecidos o novo orçamento e data de lançamento do edital.
Apesar do contratempo, Ana Fagundes brinca com a situação. “A sentença dizia que a mudança precisava ser feita, caso contrário, a Prefeitura deveria fechar o Araújo. Ou seja, cumprimos uma parte da determinação sem saber”.

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