Kenny Braga*
Escalar o centroavante para a “Seleção do Inter de Todos os Tempos” não é uma tarefa fácil. Em 100 anos de história, grandes goleadores vestiram a camisa colorada.
Mas quando se menciona em qualquer roda o nome de Larry Pinto de Faria as opiniões convergem: ele tem lugar garantido nesta seleção.
Fluminense, nascido em Nova Friburgo, dia 3 de novembro de 1932, Larry foi contratado pelo Internacional em maio de 1954, depois de ter integrado o time juvenil do Fluminense e disputado os Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque, com a camisa do Brasil.
Nome lendário na história do clube, Larry foi titular absoluto de 1954 a 1961, estrela de um ataque extraordinário, que incluiu seu grande parceiro Nilton Coelho da Costa, o Bodinho, um artilheiro iluminado que fez 244 gols com a camisa do Internacional.
No ataque célebre formado por Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Chinesinho (ou Canhotinho), a dupla brilhava com naturalidade. O futebol da dupla Larry-Bodinho era uma obra de arte oferecida à multidão.
O clássico e elegante Larry abandonou o futebol em 1961, ano em que ainda ajudou no Inter a conquistar o título de campeão gaúcho, participando de seis jogos.
Em Helsinque ele marcou gol nos três jogos disputados pelo Brasil, contra Holanda, Luxemburgo e Alemanha Ocidental. Foi uma pequena amostra da vocação de goleador que Larru desenvolveria ao máximo com a camisa nove do Internacional nos anos 1950.
Enquanto os adversário sofriam, Larry se consagrava. Foi assim no Gre-Nal de inauguração do Estadio Olímpico, em setembro 1954, quando marcou quatro gols.
Foi assim no Pan-Americano de 1956, no México, quando a Seleção Gaúcha, que representava o Brasil, ganhou o título contra adversários como a Argentina, do extraordinário Sivori.
Com uma carreira brilhante, construida no velho estádio dos Eucaliptos, no Menino Deus, Larry se afeiçoou a Porto Alegre, cidade que sempre reconheceu seu talento.
Na capital gaúcha, formou-se em Economia, elegeu-se deputado, integrou a crônica esportiva como comentarista e foi sempre reverenciado por onde andasse, como um dos dos maiores ídolos do Internacional de todos os tempos. (Do livro “Inter, Orgulho do Brasil – 19091/2009”, JÁ Editores)
Nota da Redação:
Larry morreu aos 83 anos na manhã desta sexta-feira, 6 de maio de 2016, em Porto Alegre, a cidade que escolheu para viver, vítima de uma pneumonia, que o mantinha hospitalizado desde dezembro.
Larry deixou a mulher, Maria Luiza, os filhos Marcelo, Larry Júnior (que foi diretor de futebol do Inter, em 1996) e Zilda Maria, além de seis netos e uma bisneta..
Larry: um nome para a seleção de todos os tempos
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